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17 de janeiro de 2010

Uma resposta legal e uma notícia ainda mais legal

A Cyntia, do Cyn City, traduziu uma boa resposta às besteiras que o Pat Robertson falou,sobre o Haiti, escrita por uma americana e enviada ao Star-Tribune, de Minneapolis.

No bem-humorado texto, é como se o Diabo em pessoa respondesse à Robertson.

Eis a tradução:

Querido Pat Robertson,

Eu sei que você sabe que qualquer publicidade é boa publicidade, então deixe-me dizer, antes de qualquer outra coisa, que eu apreciei o comercial. E você fez Deus parecer um babaca cruel, que chuta as pessoas quando elas já estão no chão, então achei bem legal.

Mas quando você diz que o Haiti fez um pacto comigo, aí a coisa muda de figura : fica totalmente humilhante pra mim. Eu posso ser a encarnação do Mal, mas não sou nenhum moleque. Do jeito que você colocou a coisa, ficou parecendo que um pacto comigo deixa as pessoas desesperadas e empobrecidas. Tá bom, claro que deixa, mas só no além. É bom lembrar que quando eu faço um trato com as pessoas, primeiro elas ganham alguma coisa aqui na Terra : glamour, beleza, talento, dinheiro, fama, glória, um violino de ouro. Os haitianos não têm nada, e eu quero dizer nada mesmo. E já não tinham desde antes do terremoto. Você nunca assistiu a “Crossroads” ? Ou “Malditos Yankees” ? Se eu tivesse algum negócio rolando com o Haiti, pode acreditar que eles teriam montes de bancos, arranha-céus, SUVs, boates exclusivas, botox – esse tipo de coisa. Um índice de pobreza de 80% não é meu estilo, não mesmo. Nada contra, só estou dizendo : não é assim que eu trabalho.

Você vem fazendo um excelente trabalho, Pat, e eu não quero cortar suas asinhas, mas peraí, assim você me deixa mal na foto. E não quero dizer “mal” do jeito bom. Continue culpando Deus, tudo bem. Isso funciona. Mas me deixe fora disso, por favor. Do contrário, posso ser obrigado a rever seu contrato comigo.

Boa sorte

Satã.

***

Pra compensar uma semana carregada como esta, um boa notícia: finalmente notei que o excelente site Um Que Tenha voltou ao ar. Ele havia sido fechado por uma ação dos representantes da gravadoras por facilitar o download de álbuns musicais.

Não qualquer álbum: o melhor da música brasileira e alguns (poucos) álbuns internacionais de excelente qualidade.

Eu tinha linkado o site no post sobre a Massafeira, e depois deixei um aviso sobre o fechamento.

Bem, ele voltou (já faz tempo, desde setembro, o babaca aqui é que não tinha notado...).

Façam bom, excelente uso.

26 de setembro de 2009

The Beatles, by Rafael Galvão

Tenho navegado na web menos do que o de costume nas últimas semanas, e isso fez com que demorasse a ler vários bons posts em diversos pontos da rede.

Somente hoje dei de cara com três textos escritos pelo Rafael Galvão sobre aquela que consideramos (ele, eu e muuuuita gente) o mais importante grupo musical do século XX.

Com alguma frequência, o Rafael fala sobre os Fab Four, tanto enquanto grupo quanto em suas carreiras solo, mesmo que o assunto principal dos textos seja outro. E ele sabe do que fala, garanto...

(Parêntesis: existe uma discordância básica entre nós neste tema. Para ele, Paul é o maior artista dentre os quatro, e John um cara importante mas superestimado pela mídia. Para mim, John merece o reconhecimento que teve, e George era "o cara".)

Mas, bem, voltando aos textos, são estes: Beatlemania, As besteiras que dizem em nome dos Beatles, e As revoluções dos Beatles.

Em conjunto, ajudam a colocar no devido lugar algumas coisas que vivem sendo repetidas sobre o grupo, especialmente agora que seus álbuns foram relançados. Alguns pontos são passíveis de discussão, mas no geral os textos são muito bons. Aliás, como quase tudo que o Rafael escreve...


13 de julho de 2009

Nas profundezas do rock brasileiro

No Dia Mundial do Rock, um mergulho nas profundezas do rock nacional dos anos 70.

Com vocês, Casa das Máquinas.


11 de abril de 2009

Tocando no banheiro

Calma. Não é isso que alguns pensaram...

Mas dêem uma olhada neste vídeo:



O ano era 1985, e o genial Buddy Guy apresentou-se no 150 Night Club do Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, com direito a tudo o que o vídeo mostra.

Incluindo um passeio pelos banheiros da casa de shows enquanto tocava Going Down...

Lembro que tive o privilégio de assistir a exibição do show poucos dias após, em TV aberta. Bons tempos...

Reassistindo agora, fica a pergunta: depois de quase 24 anos, onde andarão os espectadores deste histórico show? Se alguém se reconhecer ali, não se faça de rogado, dê sinal de vida.



P.S. Aqui estão a parte 1, parte 2 e parte 4 do mesmo show.

3 de fevereiro de 2009

O dia em que a música não morreu

Tempos atrás eu escrevi, meio na brincadeira, que estava ficando especializado em efemérides, pela quantidade de datas relevantes que estava usando como tema para posts. Um dos (poucos) comentaristas até deu uma força para eu continuar...
Pois lá vamos nós de novo...




Hoje completam-se 50 anos do acidente de avião, ocorrido próximo à Mason City (Iowa), que matou os músicos Buddy Holly, Ritchie Valens e J.P.Richardson (conhecido como The Big Bopper). O fato serviu como inspiração para que Don McLean criasse em 1971 a música American Pie, grande sucesso na época e posteriormente regravada (de forma parcial) por Madonna em 2000.

A letra da música é muito extensa, e faz uma espécie de resenha da evolução do cenário musical no período entre o acidente e o momento em que foi escrita, entrecortada com momentos da vida de McLean. Tudo isso feito com uma montanha de citações, diretas e indiretas.

A estrofe que ficou mais famosa é aquela que se refere ao acidente como "the day the music died...".

Tenho que concordar que, naquele momento (início dos anos 70), a cena musical não era particularmente brilhante, muito pelo contrário. Em uma espécie de ressaca após os alucinantes anos 60, a grande maioria dos expoentes da cultura pop musical da época estavam atravessando uma fase de vacas magras em matéria de criatividade. Ao mesmo tempo, a reação conservadora estava começando a ampliar sua ação. E lembremos que entre setembro de 70 e julho de 71 ocorreram as mortes de Janis Joplin, Jimi Hendrix e Jim Morrison. Pancada, não? Tudo isso resultou em uma enorme quantidade de material que, na falta de palavra melhor, considero "chato".

Qualquer retrospectiva rápida do período entre 1970 e hoje vai encontrar, como não poderia deixar de ser, quantidades variáveis desse material de menor qualidade. Os anos 80, particularmente, foram difíceis... Aliás, foram difíceis sob todos os aspectos e em todas as áreas...

Mas, felizmente, qualquer um que procure também vai achar música de boa, excelente qualidade em todo esse período. Para todos os gostos, modos de vida e faixas etárias.

Por exemplo, e usando duas bandas de linhas diferentes e pelas quais não sinto nenhuma afeição exagerada (gosto, ponto.), não dá pra ninguém dizer que R.E.M. e Dire Straits não tem um material muito bom, excelente mesmo. Muitos não se identificam, paciência.

Felizmente, da para afirmar que as notícias sobra a "morte da música" foram um pouco exageradas...

Mas que foi uma pena a morte precoce de três talentos, isso foi...

9 de janeiro de 2009

Sir Paul fala, e também de política

A revista inglesa Prospect, em sua edição de Janeiro, traz uma entrevista feita pelo jornalista político Jonathan Power com um antigo colega de escola em Liverpool: Paul McCartney.

Como é incomum que Paul emita opiniões sobre temas políticos, ou que circundem o ambiente político, vale a pena para quem puder dar uma olhada. Digo quem puder porque o site da revista traz apenas o início da entrevista (uns 20%). Porém, no UOL temos outro pedaço da entrevista, do qual pinço um parágrafo no qual ele toca em um tema brutalmente atual:


"Você sabia que eu acabei de fazer um show em Israel? Me advertiram quanto a ir lá, e me aconselharam a não entrar nos territórios palestinos. Mas eu me liguei a uma organização chamada One Voice (Uma Voz), que é meio palestina, meio israelense. Eles trabalham pela paz, ainda esperando uma solução baseada em dois Estados. Eles acreditam que isso não está muito distante, que os políticos apenas sentem dificuldade em assinar um acordo. Conheci alguns deles em Tel Aviv. Não tinha percebido o quanto o Estado de Israel é intrusivo. Se alguém quiser fazer algo como importar um carro nos territórios palestinos, é necessário obter uma permissão de Israel. E um palestino que trabalha em Israel precisa entrar em uma fila às três horas da manhã para começar a trabalhar às oito. É hora de batermos de frente contra isso conforme conseguimos aparentemente fazer na Irlanda."


27 de novembro de 2008

Eu estava quieto...

... aí o amigo Monsores começou a me catucar.Bem, lá vai:




Essa aí é a do Dylan que mais toca no meu carro...

25 de outubro de 2008

O Barco

Uns dias atrás, batendo papo na caixa de comentário do PD, falei que um dos filmes do qual mais gostava era o alemão Das Boot, que ganhou o título em português de O Barco - Inferno em Alto Mar.

Dirigido em 1981 por Wolfgang Petersen, é com certeza um dos 5 melhores filmes de guerra já realizados (muitos consideram que é o melhor) , e mostra a vida dentro de um submarino alemão durante a 2ª Guerra Mundial com imenso realismo. Posteriormente, todo o material gravado foi transformado em uma mini-série para TV, com 6 episódios de 50 minutos.

Procurei no YouTube vídeos que dessem uma amostra do que é o filme. Não encontrei nenhum totalmente adequado, porém escolhi três.

O primeiro é o trailer da mini-série:




O segundo é praticamente o início do filme, com o capitão chegando para conhecer seu submarino e sua tripulação, e o começo da viagem. A qualidade da imagem é bem superior ao primeiro, mas falta a ação.




E o terceiro é um clipe da música Das Boot, do genial grupo Kraftwerk, um dos pais da música tecno.



Aproveitem.


Atualização: Nos comentários, o Bruno corrigiu uma informação do post relacionada ao terceiro vídeo.

"O remix baseado na trilha sonora original do filme não foi de fato criada pelo Kraftwerk, mas sim pelo U96. Aliás, essa versão é de 1991, muuuuito depois de nossos amigos da Usina de Força terem se firmado como um dos pais da música eletrônica. A confusão é comum pois em algum VMA aí (que eu não lembro exatamente qual o ano, mas nada muito antigo), eles resolveram fazer uma homenagem aos seus conterrâneos fazendo um "remix do remix", já que a música fez relativo sucesso na sua determinada época. Junto com a confusão coletiva de programas nojentos como eMule e derivados, fica estabelecida a dúvida."

30 de agosto de 2008

Um mestre e seu pai



Momento raro: mestre Cartola e seu pai.

E ele toca "O mundo é um moinho".

Genial.

24 de julho de 2008

Dama de Negro

Interrompemos o curto período de férias deste blogueiro para postar outra preciosidade, em nossa humilde opinião:



Lady in Black
(Uriah Heep)

She came to me one morning
One lonely sunday morning
Her long hair flowing
In the midwinter wind
I know not how she found me
For in darkness I was walking
And destruction lay around me
From a fight I could not win
Ah ah ah ...

She asked me name my foe then
I said the need within some men
To fight and kill their brothers
Without thought of love or god
And I begged her give me horses
To trample down my enemies
So eager was my passion
To devour this waste of life
Ah ah ah ...

But she wouldnt think of battle that
Reduces men to animals
So easy to begin
And yet impossible to end
For shes the mother of our men
Who counselled me so wisely then
I feared to walk alone again
And asked if she would stay
Ah ah ah ...

Oh lady lend your hand outright
And let me rest here at your side
Have faith and trust
In peace she said
And filled my heart with life
There is no strength in numbers
Have no such misconception
But when you need me
Be assured I wont be far away
Ah ah ah ...

Thus having spoke she turned away
And though I found no words to say
I stood and watched until I saw
Her black coat disappear
My labour is no easier
But now I know Im not alone
I find new heart each time
I think upon that windy day
And if one day she comes to you
Drink deeply from her words so wise
Take courage from her
As your prize
And say hello from me
Ah ah ah ...

5 de julho de 2008

As melhores introduções do Rock (atualizado)

Dias atrás, uma das poucas e bondosas pessoas que acompanham esse espaço com habitualidade me questionou num comentário do post Tangerine sobre qual seria a melhor introdução da história do rock. Introdução musical, claro... E citava The Song Remains the Same, do Led Zeppelin.

Juro que nunca havia parado para pensar no assunto com mais vagar, e mesmo agora que parei não consegui chegar a uma conclusão definitiva. Nem quando pedi, literalmente, ajuda aos universitários, no caso meu filho de 17 anos. Primeiro, porque o campo é vastíssimo, indo do bom e velho rock'n roll de raiz até suas vertentes mais transloucadas, nos extremos do death-metal.

Por isso, achei melhor abrir a discussão e pedir que vocês, leitores, ajudem a montar uma lista com as melhores, mais marcantes e mais conhecidas introduções da história do gênero musical mais revolucionário do último século. Vale tudo, inclusive baladões perpetrados por grupos de rock. E desde rápidas introduções de menos de 10 segundos até verdadeiras odisséias de mais de 1 minuto e meio.

Como contribuição pra iniciar a discussão, lá vai uma listinha rápida, sem nenhum tipo de ordenação. É o básico do básico, mais ou menos o que está na cabeça de quem gosta do assunto:

- Have a Cigar (Pink Floyd)
- The Song Remains the Same (Led Zeppelin)
- Shine on You Crazy Diamond (Pink Floyd)
- Nothing Else Matters (Metallica)
- Wish You Were Here (Pink Floyd)
- Close to the Edge (Yes)
- Baby I'm Gonna Leave You (Led Zeppelin)
- Stairway to Heaven (Led Zeppelin)
- Layla (Eric Clapton)
- Smoke on the Water (Deep Purple)
- Fade to Black (Metallica)
- While My Guitar Gently Weeps (The Beatles)


E, por favor, ninguém me venha com Ilariê, da Xuxa. Nos poupem desse crime...


Atualização:

Aí vão as ótimas sugestões dos frequentadores desta birosca:

- Johnny be Goode (Chuck Berry)
- Rock You Like a Hurricane (Scorpions)
- Baba O'Rilley (The Who)
- America (Yes)
- YYZ (Rush)
- Aces High (Iron Maiden)
- Time (Pink Floyd)
- N.I.B (Black Sabbath)
- Immigrant Song (Led Zeppelin)
- Thunderstruck (AC/DC)
- Midnight From the Inside Out (Black Crowes)
- Killing Moon (Echo & the Bunnymen)
- Enter Sandman (Metallica)

P.S. A escolha dos vídeos que ilustram nossa listinha foi feita um pouco apressadamente. Qualquer um que tenha sugestões melhores, favor informar a Gerência, a qual agradece por antecipação.

21 de junho de 2008

Tangerine



Adoro essa música.



P.S. Essa apresentação é no festival de Earls Court em 1975.

Led Zeppelin arrasando.

5 de março de 2008

Guitarras geniais

Sou daquela geração que quase não alcançou os Beatles antes da separação da banda. Mas foi bom descobri-los quando já não eram "da moda", formar uma opinião menos influenciada pelo ambiente.

Dos quatro, sempre tive uma simpatia maior por George Harisson. O cara era gente boa e tocava muito. Pena que o safado do câncer o levou ainda cedo.

Nesse dia 02 de março, outro guitarrista muito talentoso também perdeu sua luta contra um tipo raro de câncer. Jeff Healey tinha apenas 41 anos e era cego desde muito novo, já por obra da doença.

Para lembrá-lo, escolhi esse vídeo, exatamente com uma música de Harisson, "While My Guitar Gently Weeps".

Dá até para imaginá-los juntos, em algum lugar, estraçalhando...