Entretanto, o mundo não para, e me vejo compelido a comentar brevemente alguns assuntos:
- Acidente em Guarulhos: Investigar, investigar e investigar. Até o fim, doa a quem doer. Esse mantra precisa ser repetido até a exaustão pelas autoridades. Mas, de longe, dá para suspeitar que a responsabilidade vai ser majoritariamente do governo. Por qualquer ângulo que se olhe (reforma atrasada da pista, utilização excessiva e desordenada de Congonhas, inação frente aos "desejos" das empresas aéreas, corte nos investimento aeroportuários, falta de capacidade de reação, etc. etc. etc.), esse governo falhou. É hora de tomar outro rumo e dar uma resposta adequada à nação. E chega de vacilações.
- Morte de ACM: Ele representava quase tudo contra o que eu sempre me opus. Conservadorismo regado à truculência, clientelismo e corrupção. Como nordestino, esse coquetel me parecia especialmente amargo por sintetizar vários outros "coronéis" que infelicitavam (alguns ainda infelicitam) o nosso povo. Mas, e sempre existe um mas, o mundo não é só preto ou branco. Os anos nos ajudam a ver que maniqueísmos de qualquer espécie não se sustentam. Até ACM têm em sua história atos bastante respeitáveis. O Alon citou um deles, passado na recriação da UNE em 1979. Pra terminar, nunca pensei que diria isso: Descanse em paz.
- Time do Dunga: Agora que a poeira já baixou um pouco, resta torcer para que o título da Copa América não acabe sendo um mal terrível para o futebol brasileiro, mascarando seus problemas e suas fraquezas, e que o Dunga não se aferre a concepções totalmente equivocadas e que podem levar a um novo período de trevas. Uma nova "Era Dunga", com o pior das eras Lazaroni e Parreira. Nessas horas, quem diria, até o Felipão seria um avanço.
Alguém falou que algumas mudanças (parlamento unicameral) exigiriam uma nova constituição.
Volto a perguntar: por que não uma constituinte exclusiva e restrita à reforma da organização política do país ?
Poderiam ser uns 100 ou 120 constituintes, que ficariam impedidos de assumir cargos públicos (eletivos ou não) por uns 6 anos após o encerramento dos trabalhos.