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1 de março de 2008

Chega !!! Perdi a paciência

Trancrevo abaixo um comentário que postei neste post do Pedro Doria :
Alguém aqui tem algum conhecimento básico de matemática?Nada muito profundo, apenas as 4 operações básicas.

Porque os números das vítimas são bastante reveladores. E não apenas os desta semana. Dos últimos meses ou anos também.

Revelam o quê? Uma total falta de proporção entre os dois lados e suas ações.

Algum dos dois lados pode bater no peito e gritar: “Eu estou com a razão!!” ? De jeito nenhum.

E a matança vai continuar.

Suspeito que enquanto algum israelense que viu o Holocausto e algum palestino que viu a criação do estado judeu ainda viverem, a paz será apenas um sonho.

Sabe duma coisa? Falaram tanto do Fidel recentemente e relebraram os “paredões” que tive uma idéia: um fuzilamento coletivo. Dez israelenses e dez palestinos.
Cada lado escolhe os fuzilados do outro.

21 de dezembro de 2007

Tranposição do São Francisco

Outra intervenção desse escriba foi comentando este post do José Paulo Kupfer, que transcreveu este artigo do Cesar Benjamin sobre a greve de fome do bispo D. Luís Cappio contra a transposição do Rio São Francisco:

"Com o perdão da má palavra, esse bispo tem mesmo é uns parafusos a menos. A própria família dele admite que ele sempre foi exageradamente teimoso...

Quanto à obra em si, concordo que devam ser tomados todos os cuidados, mas a idéia em si é correta. Dizer que os ricos serão os beneficiados é sofisma. Beneficiados eles já são agora e sempre. Com a chegada da água, com certeza os mais pobres vão lucrar, mesmo que não seja de forma espetacular. Mas o simples fato de existir água fará uma enorme diferença.

Quanto ao rio, claro que precisa revitalizar e preservar, mas isso não se choca com o projeto de transposição, muito pelo contrário.

Pra terminar, só uma dúvida: por que será que o movimento contra a transposição é tão forte em Minas Gerais? Afinal de contas, todas as obras e a captação da água vão acontecer milhares de quilômetros rio abaixo, depois da barragem de Sobradinho, que regulariza a vazão do rio."


Sampa

Tenho postado pouca coisa nova aqui no blog, principalmente por falta de tempo.

Entretanto, e numa contradição louca, tenho escrito até bastante nos comentários de blog alheios. Às vezes o assunto exige, e eu não tenho me furtado.

Pensei bem e resolvi que talvez seja bom trazer para este espaço algumas dessas intervenções, passadas e futuras.

A primeira foi neste post do Pedro Dória sobre São Paulo:

"Minha relação com São Paulo foi de uma conquista lenta e gradual.

Os dois anos e meio em que morei aí no início da década de 90 ficaram marcados demais pela vontade de voltar pra terrinha, nem tanto por mim mas pela insistência da esposa e dos filhos pequenos. Naquela época, eu estava completando 5 anos morando fora (antes foi Brasília), tudo por motivos profissionais. Mas a Fortaleza que eu havia deixado temporariamente para trás havia sido pessoalmente muito lancinante por pelo menos uma década, e até gostei de ficar longe uns tempos.

Sim, o assunto é Sampa. E foi uma conquista lenta, mas profunda. Cada aspecto da cidade (pelo menos os que eu tive tempo de descobrir) revelou-se surpreendentemente humano e acolhedor, em contraste com a aspereza asséptica de Brasília. Tanto que, no final, mesmo a esposa, totalmente devotada a voltar para perto dos pais, acabou se rendendo.

As poucas vezes em que retornei desde então sempre foram muito corridas, mas o prazer estava lá, o charme estava lá, a humanidade estava lá.

Com certeza, minha segunda cidade, pertinho da primeira. E olha que disputar com Fortaleza é duro …"