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2 de junho de 2010

Emergindo...

Olá, amigos do De Olho no Fato.


Ao contrário do que alguém possa pensar, este roçado não foi abandonado definitivamente à fúria dos elementos.

Simplesmente, o zelador do boteco mudou de área de atividades dentro da mesma organização, e o tempo, que já não era folgado, encurtou ainda mais.

Além disso, reconheço, as últimas semanas foram recheadas de assuntos que não deram "estímulo" para escrever. Até mesmo a última besteira feita pelo governo israelense só mereceu de mim um simples parágrafo em outro espaço, nada mais...


Dito isso, e deixando claro que voltaremos à programação normal à qualquer momento, deixo um convite.

Semana que vem começa a Copa do Mundo. Apesar de pessoalmente não nutrir a menor simpatia pela seleção da CBF/Dunga, e achar que ela não irá longe, resolvi acompanhar a disputa de uma forma mais intensiva.

Dessa forma convido a todos a visitarem o site irmão do De Olho, o Torcedor Obsessivo Compulsivo, onde teremos posts diários (ou mais que isso...), e pretendemos que os amigos dêem seus pitacos, entendam ou não de futebol.

Até porque o Torcedor Obsessivo Compulsivo, como o próprio nome indica, pretende ser um ponto de encontro de torcedores, e não de analistas (Ok, Cabral, dá para abrir uma exceção...), além de fazer questão de não se levar à sério.

A participação e a opinião de todos e de qualquer um será muito bem vinda.

A cobertura começa em algum momento da semana que vem, se não chover...

26 de março de 2010

Não é por nada não...

Amigos do De Olho no Fato !!!

Estou escrevendo essas pessimamente digitadas linhas por dois motivos.

O primeiro é impedir que este sítio seja declarado pelo INCRA como terra improdutiva, ou pior, abandonada, e por isso sujeita desapropriação para fins de reforma agrária virtual.

Jamais permitirei que os malucos do MSS (Movimento dos Sem-Site), ou então da sua disidência, o MSB (Movimento dos Sem-Blog), ocupem este espaço para cantar loas para seus gurus, Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho.

O que me alertou foi que até aquele galalau com sindrome anti-futebolistica resolveu retomar o blog dele...

Algo deve estar acontecendo...


O outro motivo é para explicar o meu relacionamento (ou a falta dele...) com a OI durante a última semana.

Eu acesso a internet em casa através do serviço Velox da supra-citada operadora, e acho que pago uma nota preta para pouco largura de banda a minha disposição. Mas até aí não tem muito o que fazer, pois as opções disponíveis aqui na terrinha são ainda piores...

O diabo é que faz exatamente uma semana que estou sem acesso à grande rede e sem telefone fixo. E o motivo seria cômico se não fosse trágico.

A companhia de saneamento do estado está realizando umas obras bem no limite do meu bairro, mais ou menos a 1 quilômetro da minha casa. Pois não é que uma das máquinas cortou totalmente o cabo que liga a estação da OI ao quadro aqui do bairro (aqueles armários que ficam em algumas esquinas)?

Isso aconteceu no começo da manhã de sexta-feira passada, que era feriado aqui, e apesar do grande número de reclamações (praticamente todos os prejudicados deram um jeito de ligar para protocolar uma reclamação), só na segunda-feira pudemos ver uma equipe mexendo no quadro.
Curioso como sou, fui até la´conversar com eles. E descobri que tudo está sendo feito pelo método lusitano de tentativa-e-erro. São três grupos: um na estação, um no local do rompimento do cabo e outro no quadro, e eles estão recompondo e testando os fios, um por um...

Tanto para mim quanto para os coitados dos trabalhadores que estão fazendo o serviço, isso é o que se chama purgar todos os pecados...


29 de dezembro de 2009

Final de expediente

Foi um ano movimentado este 2009...

Não posso reclamar de monotonia.

OK, o trabalho não chegou a ser um desafio, mas passou longe da letargia. E a vida pessoal foi tranquila, mas corrida, muito corrida (parece uma contradição, mas não é...).

Quanto ao mundo virtual, reconheço um certo desânimo (alguns chamam de preguiça...). Aliás, não sou só eu. Vários blogs de qualidade encerraram (por diferentes razões) suas atividades, definitivamente ou não, e muitas das boas cabeças reduziram sua participação na rede.

Lá pelo meio do 2º semestre, resolvi reativar o blog esportivo, até para que a minha paixão pelo tema servisse de empurrão para manter a assiduidade. Não funcionou muito bem, mas não entreguei os pontos... Ainda.

Enfim, para um ano que em seu início ameaçava ser muito sofrido, com a tão falada crise mostrando os dentes, até que o saldo não chegou a ser lamentável. Digamos que foi um ano mediano, não medíocre.

Resoluções para o Ano Novo?

Talvez não deixar este espaço abandonado por tanto tempo...

Afinal de contas, os meus famosos (e nunca suficientemente honrados) 1,9 leitores merecem um mínimo de consideração... E porque 2010, como ano de eleições e de Copa do Mundo, promete ser mais agitado.

Um bom Ano Novo para todos.

Que a clemência, a misericórdia e a amizade estejam no coração de cada um, como fermentos para a paz e para a justiça.


23 de outubro de 2009

Encadeamentos

Nunca é demais repetir: é extraordinário como funcionam os mecanismos da memória. Fatos que se passaram muito tempo atrás frequentemente reaparecem, como do nada, bastando o estímulo correto. Ao mesmo tempo, episódios de ontem (literalmente) costumam sumir de nossa mente... (Aliás, acho que já andei falando desse tema neste espaço... Isso: foi aqui.)

Outro mecanismo interessante é a forma como assuntos se encadeiam em nossa mente, um puxando o outro, parecendo uma espiral sem fim.

Trago este tema a partir de uma conversa despretensiosa que tive dias atrás com meu filho. Aliás, despretensioso foi o início do diálogo, que logo enveredou por caminhos muito interessantes, apesar de, como ficará claro, acabarem circulando ao redor de um centro imaginário.

Uma das (muitas) coisas que meu filho e eu temos em comum é adorar futebol. Qualquer torneio, por mais irrelevante que pareça a princípio, merece a nossa atenção. Se for a eliminatória européia para a Copa do Mundo, então nem se fala... O que desencadeou a conversa foi o sorteio para a repescagem. Dois países pelos quais tenho uma simpatia que transcende em muito o esporte, no caso Irlanda e Bósnia-Herzegovina, não deram sorte e vão pegar França e Portugal, respectivamente.

E foi aí que a avalanche mental entrou em ação...

Primeiro, lembrei de clubes de futebol que representam comunidades, como o Celtic, de Glasgow, que historicamente representa a comunidade irlandesa na Escócia. Para lembrar das ligações entre Escócia e Irlanda foi um pulo...

Os dois países tem, pela proximidade, um histórico de inter-colonização, facilitada pelas origens celta de ambos os povos. Na primeira parte da Idade Média, foram imigrantes irlandeses, e entre eles monges, que solidificaram o cristianismo na Escócia. Em contra-partida, foram imigrantes vindos da Terras Baixas Escocesas que, quase 1000 anos depois, formaram o principal núcleo de colonizadores trazidos pelos ingleses para ocupar o norte da Irlanda, o Ulster.

Mas falar de irlandeses, imigração e futebol também acabou evocando o Everton, da velha Liverpool, o que fez aflorar outra das minhas paixões, os Beatles, em especial algo que aprendi recentemente. Vocês por acaso sabiam que 3 dos Beatles tem (ou tinham) ascendência irlandesa? Paul, John e George tem (ou tinham) um pezinho na Ilha Esmeralda. Tanto que, por ocasião do massacre que ficou conhecido como Bloody Sunday (aquele mesmo, da música do U2...), em 1972, Paul e John, já em suas carreiras solo, deixaram seus protestos em forma de música. A de Paul, "Give Ireland Back to the Irish", foi a primeira de suas composições solo a ser banida pela BBC.

Pensando bem, não é de se admirar que 3 dos Fab Four tivessem laços com a Irlanda, já que Liverpool é a cidade inglesa com mais forte influencia irlandesa. E o que o Everton tem com tudo isso? Os Beatles nunca foram fãs explícitos de futebol, mas quando falavam do assunto sempre afirmavam sua predileção pelo Everton, que tem suas raízes na comunidade irlandesa da cidade.

Repararam como futebol, política, música, tudo se entrelaça? Talvez seja porque o mundo não é um amontoado de compartimentos estanques, ao contrário do que alguns nos querem fazer acreditar. Pare para pensar por apenas 1 minuto, e verá que os encadeamentos são infinitos, e nossa memória costuma fazer o trabalho direitinho...

14 de setembro de 2009

As tristezas que a internet me traz

Acabei de ler, na edição on-line de um jornal local, uma notícia que teve para mim quase o efeito de um gancho na ponta do queixo desferido por Muhammad Ali.

Faleceu ontem em Goiânia, Roberto Matoso.

Eu o conhecia a mais de 30 anos. Fomos colegas de escola e aprontamos um pouco de tudo no velho Colégio Cearense, especialmente no que tange à política, estudantil ou não. Até tentar editar um jornal (o lendário O Berro) nós tentamos. E tudo bem no meio da ditadura...

Lembro que, para viabilizar o lançamento da primeira edição do jornal, organizamos uma festa, o Forró do Berro. E para divulgarmos a festa partimos para a colagem de cartazes nas principais avenidas da cidade. O problema é que resolvemos fazer isso na noite de 6 para 7 de setembro, e incluímos no roteiro a avenida onde aconteceria o desfile militar logo pela manhã. Resultado: diversas vezes fomos parados por veículos do Exército, e os militares vinham conferir o conteúdo dos cartazes...

Matoso era inteligentíssimo, e na vida profissional tornou-se consultor. Abriu sua própria empresa, e fez tanto sucesso que chamou a atenção dos políticos e acabou virando Secretário Estadual do Trabalho. Depois, chegou a disputar uma eleição como candidato a vice-prefeito de Fortaleza.

Depois de alguns anos sem nos falarmos, recebi um contato dele via Facebook no final de agosto. Mandei-lhe uma mensagem, para marcarmos um encontro, tomarmos umas geladas e colocar a conversa em dia.

Infelizmente, no último dia 4, enquanto estava em Goiânia à trabalho, Matoso sofreu um enfarto. Ficou internado em estado grave por vários dias até falecer ontem, dia 13.


Descanse em paz, meu amigo.

A nossa conversa foi apenas adiada...




15 de junho de 2009

Atravessando o deserto

Como os 1,8 leitores deste despretensioso espaço podem ter notado, estamos atravessando (mais) uma fase de extrema escassez nas atualizações. Juro que não é (apenas) preguiça deste arremedo de escriba. Na realidade, deve ser uma daquelas "conjunções astrais" onde tudo parece conspirar contra, mesmo que em doses aparentemente irrelevantes.

Se tudo correr no rumo que deve, em breve voltaremos à nossa programação normal (???)...

Para não passar totalmente batido, vão aí uns pitacos em formato ultra-sintético:

- Irã: Se isso não é um golpe...
- Oriente Médio: Netanyahu vai mesmo enrolar Obama?
- Senado: Hora de encararmos o unicameralismo.
- AF 447: Confiança excessiva na tecnologia pode cobrar um preço...

20 de maio de 2009

Autodeclaração de raça

A Câmara pode estar votando hoje (ou nesses dias) em uma comissão especial o Estatuto de Igualdade Racial.

Não é minha intenção discutir aqui o mérito do Estatuto e sua principal consequência, a política de cotas raciais. Até um tempo atrás eu era claramente favorável ao projeto, mas hoje tenho minhas dúvidas.

Quanto às cotas sociais, continuo um entusiasta.

Mas como eu disse antes, não quero aprofundar (pelo menos hoje) a discussão.

Quero é contar um episódio acontecido 2 dias atrás.

A empresa onde trabalho se prontifica em pagar treinamentos externos para os funcionários, desde que ligados às funções de cada um.

Apareceu um curso interessante, oferecido por um órgão do Sistema SESI-SENAI, e eu pedi para ser inscrito. A área de RH da empresa aprovou e me enviou uma ficha de inscrição emitida pelo órgão.

Comecei a preencher a ficha, e notei a quantidade de informações pessoais que eram solicitadas. Até o número da Carteira Nacional de Habilitação eles queriam saber...

Aí dei de cara com um item que pedia que eu declarasse minha Raça/Côr (assim mesmo...) e davam as seguintes opções: Branca, Negra, Parda, Amarela, Indígena e Não Identificada.

Colocando de lado que o significado da opção Não Identificada permaneceu para mim um mistério, o que me bateu na hora foi: Eu tenho que responder uma pergunta dessas? Porquê?

Primeiro, para que esse tipo de pergunta? Sua resposta não faria a menor diferença para o órgão nem para o curso.

Depois, e mais importante: acho este tipo de questionamento totalmente desrespeitoso, ofensivo mesmo.

Sou um cidadão brasileiro que paga seus impostos e não quer nenhum tipo de privilégio nem aceita nenhum tipo de preconceito baseado na cor da pele. Nesse assunto, sou o que sou e ninguém tem nada com isso. Não dou a ninguém o direito de fazer este tipo de pergunta, especialmente sem um excelente motivo (questões de saúde, por exemplo).



Antes que alguém pergunte, marquei a opção Não Identificada.

Isso porque não achei a opção Verde ou Klingon.

12 de maio de 2009

Onde foi mesmo que eu vi esse rosto?

Ah! A minha memória...

Como a esmagadora maioria das pessoas, eu tenho as diversas modalidades da minha memória em graus os mais díspares possíveis.

Sou péssimo para guardar nomes, datas e telefones. Uma verdadeira tragédia... Mas sou muito bom para guardar imagens de todos os tipos, incluindo rostos.

Juntando uma coisa com a outra, vocês podem imaginar a quantidade de pessoas que eu reconheço, mesmo após muitos anos, mas de cujo nome não tenho a menor lembrança.

E acontece, com certa frequencia, o que vou relatar agora: vejo o rosto de alguém na TV e fico pensando onde é que eu já vi esse rosto antes, ou pelo menos um muito parecido.

Domingo passado, à noite, sem muito o que fazer e zapeando pelos diversos canais, parei para assistir uma partida de beisebol. (Sim, eu entendo um pouco do jogo e até gosto...)

A partida em questão era entre o Boston Red Sox e o Tampa Bay Rays, e na transmissão da TV americana eles incluem um bate-papo com com os técnicos durante os intervalos do jogo. Primeiro foi o do Tampa Bay, e depois foram para o do Boston.

Mesmo antes da entrevista, só em mostrarem a figura do técnico, algo disparou no meu cérebro. Onde é que eu já vi essa figura?

Não demorarou nem um minuto para eu lembrar...

Aí abaixo vão as fotos. E olha que eu não achei uma boa foto do técnico usando óculos (e ele usa um de modelo muito semelhante)...





Terry Francona, técnico do Boston Red Sox, e Heinrich Himmler, o abjeto chefe da SS nazista.

9 de maio de 2009

Sua bênção

Eu sei...

Você nunca foi muito chegada a esse tipo de comemoração.

Aliás, muitas datas "festivas" tinham pra você um efeito depressor. E de alguma forma eu absorvi um pouco disso, em maior ou menor grau.

Acostumei-me a lembrar de Dia das Mães como aquela reunião na casa da vovó, onde durante a manhã passavam todos os tios e primos para festejar a matriarca. E eu, sortudo, nem precisava me deslocar: morávamos lá.

Mas um dia a D. Júlia nos deixou, e a data nunca mais foi a mesma... Por mais que eu me empenhasse em alegrá-la, sempre ficava estampado em seu rosto o desconforto, mesmo que você tentasse disfarçar.

E, um dia, exatos 23 anos atrás, chegou a hora de você nos deixar.

Eu sabia muito bem que o mal que a acometia iria cobrar seu duro preço a qualquer hora.

Mas foi uma crueldade extra ele escolher logo a ante-véspera do Dia das Mães...

Hoje em dia, quando vejo seus netos (você mal teve chance de conhecer a mais velha...) festejando a mãe, a garganta aperta e eu tento esconder aquela dor que nunca vai passar.



Sua bênção, minha mãe.


9 de fevereiro de 2009

Encarte acidental (ou não...)

Engraçado como conversas descontraídas às vezes fazem aflorar lembranças solidamente escondidas nos subterrâneos de nossas memórias. E olha que que nem estou falando dos temas do post anterior...

Falando com companheiros de caixa de comentário em um blog de frequencia quase obrigatória, apareceu o tema livros de Dostoiévski (aliás, hoje é o aniversário de morte do cara...), e eu citei que precisava reler Mãe, o qual havia lido na adolescência e de que quase nenhuma lembrança ficara...

Naquele instante, enquanto escrevia, emergiu uma lembrança no mínimo curiosa e que vale relatar.

O exemplar do livro ao qual tive acesso me foi emprestado por uma pessoa do meu círculo familiar, que tinha um histórico de militância nas organizações de esquerda que, naquela época, combatiam a ditadura, inclusive recorrendo à luta armada. Ele já havia sido preso, torturado e, naquele instante, seu partido participava das articulações que possibilitariam, anos depois, a transição para a democracia. A época mais violenta da repressão tinha terminado pouco tempo antes, e só grupos muito isolados ainda falavam em desafiar militarmente o regime.

Esse amigo me ofereceu o livro sem que eu houvesse pedido (era um exemplar em português impresso por uma editora russa), e comecei a lê-lo. E foi aí que a coisa apareceu...

Eu estava um pouco antes da metade quando, do nada, a trama foi interrompida. O texto que apareceu impresso era, nada mais nada menos, que parte de um manual de guerrilha, voltado para a luta armada no campo. Estava recheado de exemplos retirados da experiência de luta dos vietcongs e, em menor escala, dos revolucionários cubanos.

Eram cerca de 40 páginas impressas no mesmo formato gráfico do restante do livro, e recheadas de instruções e dicas de como levar adiante certos aspectos do combate, especialmente sabotagem. Tratava também de aspectos de segurança das operações, e como lidar com a população civil.

Lembro de ter notado que, aparentemente, o texto era parte de algo maior, e que por começar e terminar abruptamente deixava a impressão de que a inclusão dentro do romance poderia ter sido acidental. Nunca tirei essa dúvida, até porque, preocupado com o conteúdo, tratei de terminar a leitura do livro rapidamente e devolvi o exemplar ao meu amigo. Não tenho certeza, mas acho que não comentei nada com ele sobre a parte "intrusa".

Como ainda vivíamos na ditadura (era o governo Geisel), não comentei o assunto com mais ninguém na época, e acabei desterrando o tema para as profundezas do meu subconsciente. Devo ter comentado, de lá pra cá, com no máximo umas três pessoas e sem dar detalhes.

Ah! Antes que eu esqueça, o amigo que me emprestou o livro seguiu na política e depois da redemocratização foi eleito para cargos públicos. Nos vemos muito pouco, mas ele continua uma grande figura.

5 de fevereiro de 2009

O meme dos segredos (ou das roubadas...)

Eu já vinha vinha seguindo esse meme desde o Sergio Leo, passando pelo Hermenauta, até o Ricardo Cabral. E não é que esse último resolveu me chamar pra brincadeira?

Deveriam ser 6 coisas que as pessoas não sabem sobre você. Alguns dos participantes optaram pelas roubadas onde estiveram metidos.

Vou misturar um pouco das duas coisas, sem entrar em detalhes sórdidos.

- Carnaval de 78 (mais ou menos), um grupo de uns 12 amigos resolve ir para o desfile oficial de blocos e escolas vestido à caráter: todo mundo com roupa de mulher. Peguei um vestido da mãe, pus uns enchimentos e fui pra galera. Imaginem a reação do distinto público...

- Todo mundo (ou quase) tem um porre homérico na ficha. O meu memorável foi na festa de 15 anos de uma prima querida (e que precocemente nos deixou) . Misturei de tudo, fui até o sítio de um tio, e foi um vexame só (claro, inventei de deitar numa rede e balançar, já viu... ). Uns três dias meio fora do ar...

- Quer roubada maior para quem gosta de futebol do que assistir uma jogo do seu time no meio da torcida arqui-rival? Tive que passar por essa duas vezes, uma na terrinha e outra em Sampa. Sabe lá o que é ficar no meio da Gaviões e seu time não ser o Corinthians? Sinistro.

- Acho que foi em 1980, estudava em um cursinho de línguas (inglês, tá bom?), e estava atrasado pro início da aula. Pra chegar na sala, tinha que atravessar um pátio aberto com escadaria, quase um anfiteatro. Entrei no espaço quase correndo e dei de cara com TODOS os alunos do curso sentados na tal escadaria, aguardando o início de uma demonstração de combate à incêndios. Não deu outra. Foi a maior vaia da minha vida...

- Sem detalhes: sabe lá o que é um cartão de natal mandado para (o que parecia) uma paixão alucinada, a qual está em uma excursão repleta de conhecidos, e o tal cartão cai na mão da galera toda?

- Pra terminar: sou um sentimentalóide daqueles, capaz de marejar os olhos em qualquer filmezinho mais piegas...


Pronto. Falei.

Agora é a vez do Pax, do Chapola, da Fal, do Bruno, do Darw, da Nhé, do Anrafel, do James Bond, do El Torero e de quem mais quiser.

Quem não tiver blog, use a caixa de comentários, faz favor.

2 de fevereiro de 2009

Momentos que não tem preço

Todo mundo já viu aquela propaganda de cartão de crédito (na realidade uma campanha com diversos anúncios) que coloca preço em alguns objetos ou serviços e, no final, fala de momentos que não tem preço.

Sempre achei que, como sacada de publicitário, era muito boa. Nada além disso.

Um dos anúncios mais recentes (ou nem tanto...) mostrava o desenvolvimento da relação pai-filho. E um dos momentos mostrados era dos dois indo a um jogo de futebol (o filho já homem feito) e usando símbolos de um clube de preferência.

Já fui com meu filho assistir jogos no estádio, e muitas outras vezes nos plantamos defronte a televisão sofrendo com nossos times do coração. Mas, para mim, a ficha nunca havia caído no tocante a sensação de unidade e continuidade que esses momentos representam.

Nunca, até esta última madrugada.

Assistimos juntos, e torcemos loucamente, a partida final do torneio principal de um esporte que tem ainda poucos fãs no Brasil: o futebol americano. Exato, assistimos o Superbowl. E uma das equipes que participaram do espetáculo, o Pittsburgh Steelers, tem a minha simpatia desde a época de adolescente. Nem me perguntem a razão. Iria demorar para explicar.

Essa paixão contaminou o único filho homem, que acabou de entrar na maioridade. Ele acompanhou a temporada toda com atenção maior que a minha, assistiu quase todos os jogos (os que não passavam na TV, ele conseguia links na internet e assistia via streaming) e me informava de detalhes que a falta de tempo me impedia de procurar por meus próprios meios.

Pois bem. Neste começo de madrugada, logo após o final do jogo (aliás, de tirar o fôlego e ameaçar a vida de qualquer hipertenso), estávamos lá, sozinhos na sala, todo o resto da casa (e acho que do bairro) dormindo, e gritávamos, nos abraçávamos, comemorávamos enfim a vitória.

E a ficha então caiu.

Ele cresceu, está na faculdade e já procura meios de se manter sozinho. Mas ainda tem tempo para acompanhar o pai nas paixões herdadas.

Realmente, certos momentos não tem preço.

30 de dezembro de 2008

Tá acabando...

Está chegando o final de 2008.

Foi um ano tranquilo no aspecto pessoal e profissional, e muito instigante aqui no blog.

Afinal de contas, foi neste ano que a coisa realmente "pegou no breu". Apesar de algumas fases de inconstância nas postagens (pura preguiça, reconheço), foi este ano que a coisa resolveu fluir.

E mais importante do que isso, um pequenino mas dedicado grupo de leitores honrou-me com sua atenção e, às vezes, com as suas opiniões. (O Hermê fala de seus 4,5 leitores. Devo estar com 1,3 , mais ou menos...)

A cada um de vocês, obrigado por gastarem parte de seu precioso tempo neste espaço. A qualidade de vocês mereceria um escriba mais assíduo e mais inspirado, com certeza.

Feliz 2009 para cada um e para os seus.


E lá vou eu pro meio do mato...

4 de dezembro de 2008

Ajudantes de Papai Noel - II

Está chegando o final do ano, aquela época de confraternizações e troca de presentes, freqüentemente por obrigação, não é ?

ERRADO !!!

Na realidade, está chegando a hora de mostrar o seu lado genuinamente bom (acreditem, todos temos um...), ajudando a fazer que o Natal de quem é menos favorecido seja um pouco mais alegre. Neste ano, principalmente, com a crise dando as caras e as tragédias naturais fazendo um estrago pra lá de considerável, o apelo fica redobrado.

Muitas são as formas: fazendo trabalho voluntário em instituições que atendem crianças, idosos ou moradores de rua, doando bens ou dinheiro para essas instituições, etc.

Novamente, a minha sugestão é o programa "Papai Noel dos Correios".

É o seguinte: todos os anos os Correios recebem milhares de cartinhas que crianças enviam para Papai Noel. No início, muitos anos atrás, os funcionários dos Correios abriam as cartas e as respondiam. Aos poucos foram aparecendo casos em que as cartinhas eram tão tocantes que era impossível ficar só na resposta escrita, o que levava alguns desses funcionários a se cotizarem para adquirir presentes para entregar aos remetentes. Para isso, muitas vezes, um dos funcionários se vestia de Papai Noel, e o momento da entrega era de uma emoção sem paralelo. A notícia dessas ações foi se espalhando, o número de cartas foi crescendo, e a partir de 1994 a direção dos Correios resolveu institucionalizar a prática e possibilitou que o público externo pudesse "adotar" cartinhas, entregando os presentes nas agências dos Correios, o qual se encarrega de realizar a entrega.

Nem preciso falar mais. Tire seu traseiro (e o resto do corpo também) da frente do computador e vá procurar as agências onde estão as cartinhas. Escolha uma, ou então pegue sem olhar. Qualquer dúvida, este é o link lá dos telefones de contato em cada estado.

Se por acaso você tem um blog ou página em um site de relacionamentos (Orkut, My Space, Facebook, etc.) , está intimado a ajudar a divulgar essa ação.

Papai Noel está recrutando voluntários. Por que não você?



P.S. Se você é um leitor atento e frequente deste espaço, deve ter notado que eu peguei o post do ano passado, dei uns ajustes e republiquei. Não era preciso reinventar a roda, né?

28 de novembro de 2008

Um prazer e uma honra

Ontem tive a oportunidade de transformar um conhecimento virtual em real.

Tomei uma geladas, acompanhadas de churrasco de carneiro, com um dos grandes da blogosfera brasileira.

Um grande abraço, Hermenauta.

Foi um prazer e uma honra.

26 de novembro de 2008

Casa de avó, chiqueiro de neto

Um dia desses, indo para o trabalho, ouvi no rádio o locutor afirmar que aquele era o Dia do Avô. Fiquei em dúvida se era isso mesmo, até porque não vi nenhuma outra menção ao assunto na mídia durante o dia.

De todo modo, desde lá fiquei com um pensamento recorrente: o que exatamente é ser avô.

Particularmente, quanto a esse tema, vivo em um certo limbo. Ainda não sou avô, se bem que já poderia ser (minha filha mais velha vai completar 24 anos e o do meio vai fazer 18 semana que vem...). E quanto aos meus avós, tive menos contato do que gostaria, pelo menos em 3/4 dos casos.

Explicando: os dois avós homens faleceram bem antes de meus pais se conhecerem. O avô paterno, de quem herdei o nome, foi levado pelo que provavelmente foi um dos últimos surtos de Gripe Espanhola, bem no início dos anos 40. E o avô materno, seu Júlio, que passou grande parte da vida administrando a construção de barragens sertão a dentro, viveu até o início dos anos 50, quando o que suspeito ter sido um câncer de pulmão o levou.

Quanto às avós, conheci as duas, mas em circunstâncias bastante diferentes. A avó paterna, Dona Cristina, morava no interior, em uma pequena cidade às margens do Rio Jaguaribe chamada Itaiçaba (esse nome já apareceu neste blog, procurem).

Aliás, esta semana, vendo as notícias da tragédia provocada pelas chuvas em Santa Catarina, lembrei de como Itaiçaba era vulnerável às enchentes. Várias vezes durante minha infância e adolescência ocorreram grandes inundações, com a água atingindo 5 ou 6 metros no centro da cidade (isso quer dizer mais de 10 metros acima do nível normal do rio).

Mas voltando à minha avó, tenho fotos de visitas que fizemos a ela quando eu tinha cerca de 1 anos de idade, e pude travar contato com a vida no interior, correndo atrás de bichos, andando de carroça, e por aí vai... Infelizmente, ela faleceu quando eu tinha apenas 3 anos, e por isso o contato foi muito limitado.

Quanto à avó materna, bem, a história é completamente diferente. Por um daqueles desencontros que a vida apresenta para todos nós, meus pais se separaram antes de eu completar 2 anos. e minha mãe voltou a morar na casa de minha avó. Resultado: desde então, e até o falecimento dela no meio da minha adolescência, Dona Júlia (esse nome...) foi presença marcante.

E olha que ela não foi aquele tipo de avó totalmente complacente com as atitudes do neto. Uma vida incrivelmente cheia de acontecimentos marcantes e dolorosos (acreditem, até hoje me arrependo de não ter gravado um depoimento dela) fez com que ela se tornasse uma mulher muito austera e ciosa de sua autoridade. Mas eu era o neto que morava com ela, logo tinha minhas regalias em relação às dezenas (isso mesmo, dezenas) de primos e primas que nos visitavam constantemente.

Só à guisa de exemplo: lembro perfeitamente quando, aos 5 ou 6 anos, pedi que ela me explicasse o que era o Jogo do Bicho (apesar de católica fervorosa, ela não abria mão de uma aposta de vez em quando). Ela fez melhor: explicou o jogo em linhas gerais, chamou o bicheiro que passava todo dia em nossa rua, e mandou que eu fizesse uma "fezinha". Não sei de quanto foi a aposta, nem lembro os números (acho que foi o da casa, mas não tenho certeza), mas não é que eu acertei na centena? Sei que o prêmio acabou ajudando minha mãe a pagar umas contas, minha avó comprar uns remédios, e para mim rendeu umas roupas novas e uns brinquedos.

Em outras palavras, aquela casa era mais ou menos o que o dito popular que usei como título deste post expressa: "casa de avó, chiqueiro de neto".

E volto à pergunta do início, porém sobre um ângulo mais pessoal: como serei eu como avô?

Bem, uma pista para a resposta está dentro de casa. Afinal de contas, quando se tem uma filha caçula bem mais nova do que os demais, e você está em uma idade em que netos já são uma possibilidade palpável, corre-se o risco de virar um pai-avô (o inverso é um avohai, como imortalizou Zé Ramalho...). Tem que se ter cuidado para a autoridade de pai não se esvair e a coisa degringolar...

Outra pista vem dos meus sobrinhos, diretos e indiretos. Sabem aquele tipo de tio meio palhaço, que quem todos gostam e com quem todos tem uma história interessante para contar? Pois esse sou eu.

Resumindo, tenho quase certeza que serei aquele avô totalmente contraproducente em termos de autoridade. Meus filhos é que dêem seu jeito...

17 de outubro de 2008

90 anos de glórias - Salve o Fortaleza Esporte Clube


Hoje a metade tricolor e cearense do meu coração completa 90 anos.

Em 18 de outubro de 1918 um grupo de jovens fortalezenses entusiastas do futebol, liderados por Alcides Santos, fundou o glorioso FORTALEZA ESPORTE CLUBE, aquele que viria a se tornar o maior vencedor na história futebolística do estado e que hoje é dono da maior torcida do estado (segundo pesquisa do Datafolha).

Difícil e até desnecessário listar todas as conquistas do Leão do Pici, do Clube da Garotada, do dono do Parque dos Campeonatos, afinal, do Tricolor de Aço.. O site oficial faz isso de forma mais eficiente.

Por mim, fico com a lembrança do dia em que passei a torcer pelas cores do Leão. Foi no distante ano de 1969, na decisão do campeonato cearense daquele ano. E sei que fui apenas mais um dos garotos mal saídos das fraldas e que foram capturados pela onda de emoção que percorreu a cidade.

Atualmente, por uma série de erros administrativos, a equipe atravessa uma fase muito complicada, com real ameaça de rebaixamento na Série B do Brasileiro. O coração apertado de cada torcedor tricolor acredita piamente que isso não acontecerá, e que sairemos ainda maiores desta fase negra. Porém, se o destino nos mostrar sua face mais áspera, nenhum dos milhões de admiradores do Leão deixará de estar ao seu lado, aconteça o que acontecer, pois o amor incondicional e infinito que dedicamos ao FORTALEZA estará, sempre, acima de momentos de maior ou menor felicidade.

Salve o meu, o nosso Leão do Pici, o indestrutível FORTALEZA.




P.S. 1- Se você ficou curioso sobre a outra metade do meu coração, leia isto aqui. Verá que uma honra a outra.
2- O dia 18 de outubro deve ser realmente mágico. Afinal de contas, um Anjo nasceu nesse dia. O único a se aproximar do Rei.

28 de setembro de 2008

Pequeno pedaço de um mundo perfeito



Será que sou apenas eu que acho essa foto muito representativa do que poderia ser o normal da humanidade?

Que ela deveria ser a regra e não a exceção?


(Via FiveThirtyEight )

25 de setembro de 2008

Sacanearam legal...

Uma das minhas poucas fixações (Ok, nem tão poucas assim...) diz respeito a Star Trek, popularmente conhecida em terras tupiniquins como Jornada nas Estrelas. Tudo ligado às séries de TV ou filmes da saga me atraem feito formiga por açúcar, ou coisa do tipo.

Por isso, quando soube que estava sendo preparado um novo longa-metragem, me animei todo. Acompanhei a escolha do elenco, primeiros detalhes do enredo, etc. Entretanto, quando saiu a data provável de lançamento do filme, para o Natal de 2008, resolvi fazer algo diferente. Deixei de buscar informações e resolvi que queria ser surpreendido pela obra. Nada de sites oficiais ou oficiosos, e mesmo alguma notícia em portais procurava não ler. Ia ser o meu presente particular de fim-de-ano.

Estava resistindo bem, mas hoje, enquanto navegava na Web e tentei acessar um site na minha lista de favoritos, acidentalmente cliquei no link do site oficial da saga. Já que estava lá, bati os olhos rapidamente para ver ser havia alguma novidade relacionada às series televisivas. Porém, lá no final da página, dei de cara com um pequeno banner e nele uma informação terrível:

Star Trek the Movie - 05.08.09

Traduzindo, vou ter que aguardar até maio do ano que vem para assistir o filme?

Olha, dessa vez fiquei realmente p... da vida. Sacanagem tem limite, mermão...

26 de maio de 2008

Cem vezes de olho

Esse é o 100º post do "De Olho no Fato".

Não sei dizer se chegou rápido ou devagar, para um blog que é tocado com um nível de stress quase nulo e em menos de 1 ano e cinco meses. Mas chegou, e talvez seja hora de olhar pra trás e relembrar o que aconteceu nesse período.

O principal é que, aos poucos, vem se formando uma pequenina (como diria o Hermê, uns 4,5 leitores) porém fiel audiência, espalhada especialmente pelo Brasil, mas com representantes em alguns outros países. Além dela, temos os amigos comentaristas de outros blogs que passam por aqui de vez em quando. A todos, obrigado pela honra.

Prometo tentar ser menos desleixado com a atualização e mais diversificado nos temas.