5 de fevereiro de 2009

O meme dos segredos (ou das roubadas...)

Eu já vinha vinha seguindo esse meme desde o Sergio Leo, passando pelo Hermenauta, até o Ricardo Cabral. E não é que esse último resolveu me chamar pra brincadeira?

Deveriam ser 6 coisas que as pessoas não sabem sobre você. Alguns dos participantes optaram pelas roubadas onde estiveram metidos.

Vou misturar um pouco das duas coisas, sem entrar em detalhes sórdidos.

- Carnaval de 78 (mais ou menos), um grupo de uns 12 amigos resolve ir para o desfile oficial de blocos e escolas vestido à caráter: todo mundo com roupa de mulher. Peguei um vestido da mãe, pus uns enchimentos e fui pra galera. Imaginem a reação do distinto público...

- Todo mundo (ou quase) tem um porre homérico na ficha. O meu memorável foi na festa de 15 anos de uma prima querida (e que precocemente nos deixou) . Misturei de tudo, fui até o sítio de um tio, e foi um vexame só (claro, inventei de deitar numa rede e balançar, já viu... ). Uns três dias meio fora do ar...

- Quer roubada maior para quem gosta de futebol do que assistir uma jogo do seu time no meio da torcida arqui-rival? Tive que passar por essa duas vezes, uma na terrinha e outra em Sampa. Sabe lá o que é ficar no meio da Gaviões e seu time não ser o Corinthians? Sinistro.

- Acho que foi em 1980, estudava em um cursinho de línguas (inglês, tá bom?), e estava atrasado pro início da aula. Pra chegar na sala, tinha que atravessar um pátio aberto com escadaria, quase um anfiteatro. Entrei no espaço quase correndo e dei de cara com TODOS os alunos do curso sentados na tal escadaria, aguardando o início de uma demonstração de combate à incêndios. Não deu outra. Foi a maior vaia da minha vida...

- Sem detalhes: sabe lá o que é um cartão de natal mandado para (o que parecia) uma paixão alucinada, a qual está em uma excursão repleta de conhecidos, e o tal cartão cai na mão da galera toda?

- Pra terminar: sou um sentimentalóide daqueles, capaz de marejar os olhos em qualquer filmezinho mais piegas...


Pronto. Falei.

Agora é a vez do Pax, do Chapola, da Fal, do Bruno, do Darw, da Nhé, do Anrafel, do James Bond, do El Torero e de quem mais quiser.

Quem não tiver blog, use a caixa de comentários, faz favor.

30 comentários:

DarwinistO disse...

Como 6 é muito pouco perto de todos os vexames que eu já dei, vou tirar um tempo pra selecionar algumas, e já volto.

Nhé! disse...

Quê? Fui convoncada para revelar meus vexames? Que isso!!!
rsrsrsrs... vou tb ter que pensar... com calma!

Pax disse...

Roubadas

1 – Talvez a maior: morava no Rio, num quarto e sala na Lauro Muller, em Botafogo. Recebo um telefonema, uma voz super sedutora. Não era pra mim, mas a mulher continuou puxando conversa e segui em frente. Marcamos um encontro e lá fui eu na minha moto Turuna 125. Quando cheguei tomei o susto. Pesava uns 160 kg ou mais. E havia uma turma dela esperando para ver o grande momento. Não sei por que não dei a volta. Saí com a moto quase empinada com a roda da frente mal tocando o chão. Não gosto nem de lembrar. Não, não houve sexo naquele dia.

2 – Viajava com meu irmão pelo Norte e Nordeste num Fiat 147. Em São Luiz do Maranhão meu irmão arrumou uma namorada linda que resolveu seguir viagem conosco até Fortaleza. Mas trouxe uma prima. Tínhamos 2 barraquinhas de 2 lugares no carro. A prima teve que ficar na minha. Era vesga, tinha mau hálito e era mais que muito chata. Uma noite sem dormir. Meu irmão me deve essa até hoje.

3 – Estava em Paris saindo de uma loja com sacolas de compras. Entrei no metrô com um cigarro na boca. Reparei que havia uns caras de terno abordando umas senhoras. Um deles me abordou e falou “monsieur, ici.... de fumê”. Meu francês macarrônico. Achei que o cara me pedia um cigarro e abri um sorriso. “Bien sur, monsieur”, baixei as sacolas no chão, peguei o maço no bolso de dentro do paletó e ofereci um cigarro pra ele. Era um fiscal do Metrô de lá. Estavam fazendo uma blitz contra cigarros no metrô.

4 – Numa pousada que costumo ir reencontrei um jovem casal também habitué com uma filhinha de colo. Os reconheci: “Oi, vocês aqui de novo, que filhinha linda, parabéns. Nossa, você já está grávida de novo?”. Não estava. A mulher nunca mais olhou na minha cara. E nem emagreceu também.

5 – Pescava com um tio já falecido nas pedras da ponta do Pão de Açúcar no Rio, de molinete. Todos os sábados acordávamos de madrugada e íamos pra lá. Deitei a vara no chão, coloquei a isca no anzol, me virei para lançar ao mar. Não saiu. Olhei pra trás e vi meu tio com a orelha fisgada.

6 – Estava em meu escritório e recebo um e-mail de um grande amigo virtual. Havia comentado sobre um excelente filme para ele em seu bom blog. A resposta foi me convocar para essas confissões que não fiz pra nenhum padre.

Ricardo Cabral disse...

Cara, vocês são impagáveis! Com autocensura e tudo, o Luiz chorão (hehe) mandou bem, hein? E o Pax com suas a(ou melhor, des)venturas amorosas... Ainda bem que passou, né?
Abraços a todos, falta o Darw, a Nhé e o James!

DarwinistO disse...

Bom, vamos lá.

1. Dez anos de idade mais ou menos, a primeira decepção amorosa. Eu ia sempre à missa aos domingos de manhã, e tinha uma menininha bonitinha que morava perto de casa. Um dos belos domingos, acompanhei a garotinha até sua casa e, quando chegamos, pedi ela em namoro. A resposta foi um "Você tá maluco?" tão dolorido, que acho que sinto os efeitos até hoje...

2. Praia, litoral norte, 16 anos, eu e mais três camaradas andando pela rua de areia, praticamente deserta. Ouvimos o carro, um Voyage se aproximando pelas nossas costas e, obviamente, nos afastamos para abrir espaço. Mas a anta aqui resolveu abrir espaço passando à frente do carro. Ou seja, não deu tempo. Quebrei o para-brisa do carro com a cabeça, e o limpador cortou minhas costas. Só não paguei o prejuízo porque tenho um tio meio "ignorante"...

DarwinistO disse...

3. Mesma cidade de praia, mesmos amigos, todos de olho numas meninas que ficavam numa casa próxima. Cada um foi se arranjando, sobrou justo a que eu não queria. Quando elas apareceram, resolvi fingir que dormia. Foram os caras, foram as minas, foi a dita cuja, e eu firme e forte no fingmento. Não fiquei com a garota, mas perdi a balada da noite...

4. Mesmos camaradas, outra cidade, no interior. Eu devia ter uns 15 anos, o supra-sumo da timidez. Fomos ver umas meninas que conhecemos na praia. Estamos num restaurante, turma grande. De repente começa todo mundo a inventar uma desculpa pra levantar, até ficarmos eu e uma garota. Bonita, por sinal. E eu NÃO FIZ NADA. E nem ela. Lógico, quase apanhei dos caras...

DarwinistO disse...

5. Eu e minha ex-mulher no carro, um caminhoneiro faz uma barbeiragem na minha frente. Como ao volante costumo agir como o Pateta naquele desenho clássico, imediatamente comentei aos berros: "Ô raça fdp que é caminhoneiro!". Só esqueci uma coisa: o pai e o avô dela foram caminhoneiros...

6. Numa formatura de terceiro ano do Ensino Médio, quando já tinha parado de dar aula, mas tinha trabalhado com a turma que estava se formando. Eu estava cumprimentando meus ex-colegas professores antes de começar a cerimônia, quando vejo meu ex-patrão e sua senhora. Vou cumprimentá-los: "E aí Fulano, tudo bem Sicrana?"
Ocorre que Sicrana é o nome da ex-mulher dele, de quem já havia se separado faz tempo. Depois disso, suponho que, se precisar voltar a dar aulas, essa escola eu já posso descartar...

Nhé! disse...

Bão, sofri um pouco para lembrar de causos, vexames, bolas-fora e etc. Minha memória seletiva felizmente deletou muitas dessas histórias que me permitem viver sem muitos traumas e complexos... rsrsrs!

1 – Fila da xerox, faculdade. Na minha frente uma pessoa que parecia ser uma amiga. O que a boboca resolve fazer? Dar uma joelhada na parte de trás do joelho da menina, fazendo que a perna dela dobrasse (n.e. isso é coisa de menino de 7 anos...). A garota olha para trás horrorizada. Até hoje não faço a mínima idéia quem era aquela pessoa!!! Com a maior cara lavada disse ‘desculpa’ e fiquei dolorosos minutos atrás dela na fila... sim, nem sair da fila eu tive a decência de sair!

2 – Numa manhã bem cedinho, fui buscar uma amiga para fazer nem lembro mais o quê. A mãe dela, disse que eu podia subir lá no quarto. Chegando lá vi uma pessoa toda enroladinha na coberta, no sono dos justos. Não tive dúvidas, pulei na cama, comecei a gritar e cutucar a pessoa da cama, enchendo o saco mesmo. Minha amiga aparece na porta do quarto perguntando que diabos eu estava fazendo com a irmã dela... que tinha acabado de deitar após um noite trabalhando!!

Sim, sou uma adepta de brincadeiras joselitas...

3 – Há confusões que vem para o bem: uma dia liguei para minha paquera, para aquele bate papo sem nexo... enfim...levei uns 20 minutos para descobrir que na verdade estava conversando com o irmão do cara!! Claro, depois de querer enfiar a cabeça num buraco, contornei a situação e ganhei mais uma paquera. Ê família boa!

4 – Um dia, eu e meu namorado num restaurante. Na calçada em frente, um SsangYong (para quem não sabe, é uma marca de carros que parece uma mistureba de todos outros carros: frente de Mercedes, grade de Alfa Romeu, traseira de BMW...) hehehehe... ficamos rindo da feiúra do carro. Bom, na verdade detonamos o carro e de quebra seu dono também. Somos terríveis na hora do veneno. O casal da mesa ao lado se levanta, sai do restaurante e... entra no carro. O homem lançou um olhar fulminante para nós. Não, não tivemos intoxicação alimentar nesse dia!!

5 – Já derrubei a porta de um shopping. Fui abrir a porta e a folha inteira desabou. O segurança veio em minha direção e gritei: “Nem vem, tô ocupada e eu deveria processar essa espelunca por isso!” E fui embora (para dentro do shopping, afinal, estava ocupada!) batendo o pé.

6 – Vomitar no meio das pessoas, gritar sem querer em um ambiente absolutamente silencioso, escorregar e cair como uma vídeo-cacetada, perder alguma parte do biquíni na praia, soltar alguma coisa suspeita na piscina, babar enquanto come, passar anos chamando uma pessoa pelo nome errado, não conseguir estacionar o carro, cair da cama enquanto transa, quebrar espelho sem tocar nele (só com a feiúra), atolar na lama, rir alto quando lê abobrinhas na internet enquanto rola uma reunião na sala... tudo isso já fiz. Algumas mais de uma vez!!

Monsores disse...

01. Petrópolis, 1992. Estamos eu, minha irmã e meu irmão caminhando em direção a casa da minha avó que ficava no mesmo bairro em Petrópolis, quando resolvo mostrar minhas habilidades em salto ornamental e sem mais nem menos vou correndo e pulo contra um muro. Sim, exatamente, um muro! Imaginem uma criança de oito anos com habilidades esportivas de um dromedário pulando com a perna esticada e aprendendo a sua primeira lição de física. Para completar era saída da escola, o ponto de ônibus estava cheio e quando eu me estabaquei no chão já chorando de dor, todos riram da minha cara. Mas me tornei um bom aluno em física anos mais tarde.
02. Carnaval, 1999. Sou precoce. Tinha apenas quinze anos. Meus amigos mais velhos resolveram organizar uma festinha na minha casa. A intenção era encher a cara e chamar umas meninas ditas fáceis para que pudesse rolar "alguma coisa hardcore". Me fantasiei de Zorro (não queiram imaginar o quanto estava ridículo). Bom, acontece que chegaram todos os convidados e brincadeira vai, brincadeira vem, eu consigo ficar com uma gata que eu me apaixonei assim que chegou. Não era para menos, ela estava em trajes sumários, fantasiada de coelha. Fomos dar uma volta no jardim, ela me convenceu a ir até o lado de fora da casa e assim que saímos, eu mais bêbado que gambá, nesse momento sem máscara e sem camisa, e ela só com biquini, eis que nossos amigos nos trancam fora da minha própria casa. Amanhecemos os dois, ambos fantasiados. Eu de Zorro já sem camisa, em plena segunda-feira numa rua movimentada.
03. São Paulo, acho que 2002. Estou eu no Madame Satã. Pra quem já foi, sabe como é a pista de dança lá embaixo. Somente uma luz dessas fluorescentes piscando. Estou eu dançando ao som de The Cure (eu dançando já é um mico) e quando olho pro lado lá estava ela. Um olhar, dois, três, um sorriso e a coragem. Peguei sua mão, falei qualquer coisa no seu ouvido e a beijei. O beijo foi correspondido, para minha felicidade. Percebi alguma coisa estranha: era fácil demais e faltava alguma coisa. Sugeri irmos até o bar. Subimos as escadas, ela séria, eu bobo. Era mais iluminado. Quando chegamos lá pedi ao bartender mais uma dose de tequila e ele respondeu que eu havia secado a última garrafa. Nesse momento ela riu e olhou pra mim e então eu entendi o que havia de estranho. Faltavam-lhe todos os dentes da frente.
04. Petrópolis, 2003. Eu e uns amigos estávamos comemorando qualquer coisa. Naquela época comemorávamos tudo. Resolvemos ir a uma "casa de tolerância", só para beber e farrear mesmo. Ninguém tinha dinheiro. Ao chegar no local, o único desse tipo em Petrópolis na época, encontro meu sogro agarrado em uma das profissionais. Não me faço de rogado, já que ele me viu chegar e sento em uma das mesas, conversando com meus amigos. No fim da noite, depois de voltar suado de um dos quartos, eis que ele me surge diante da nossa mesa e me olha sério dizendo uma frase que nunca irei esquecer: "casar é a maneira mais cara de trepar de graça". Dá as costas e vai. Claro que esse foi um segredo que guardamos conosco até hoje.
05. São Paulo, 2005. No dia anterior eu havia trabalhado até tarde. Levantei cedo, creio que dormi apenas duas horas. Cheguei no trabalho e em seguida fui a Moema na Alameda dos Buritis para uma reunião com um senhor japonês que estava tentando vender um software para a empresa que eu trabalhava.Tudo teria saido bem se não fosse o fato de o senhor japonês sussurar ao invés de falar. E do escritório ser um desses lugares que mais parece um spa, com cadeiras super confortáveis, ambiente climatizado, coisa e tal. Pois eu cheguei, sentei na cadeira na frente do computador, e o distinto senhor começou a me explicar o sistema. Nossa reunião durou uma hora, sendo que eu dormi 45 minutos. O detalhe é que estávamos apenas eu e ele na sala, e qualquer pessoa em sã consciência teria interrompido a reunião. Eu acordei com ele com as mãos estendidas para mim dizendo "Espero que você tenha gostado do nosso software". Por vergonha, encontrei outro fornecedor.
06. Joinville, 2006. Havia algum tempo eu estava interessado nela. Era amiga de uma amiga. Linda. Doce. Inteligente. Difícil. fiquei dois meses tentando, à minha maneira, convencê-la a sair comigo. Finalmente um dia recebo uma mensagem, ela quem estava convidando agora. O dia passou lento. Me arrumei todo, peguei o carro e a busquei em casa. A noite foi ótima, o jantar estava bom, a bebida, a conversa. Parecíamos namorados mesmo. No fim da noite o clima esquentou, sugeri esticarmos e ela entendeu. Chegamos no quarto do motel, eu todo empolgado, ela também. Tomamos banho juntos, mão naquilo, aquilo na mão. Deitamos na cama. Durmo.

Tenho, como a Nhé!, memória seletiva. Melhor assim.

Nhé! disse...

Cruz credo, patrão, já que sua memória não apagou certas coisa, vc deveria fingir que não aconteceu. Beijar alguém no madame satã??
Na boa, vc caiu no meu conceito....

Agora, essa de dormir no motel... er, sei. Tá bom. Conta outra.
rsrsrsrsrsrsrsrs

Luiz disse...

Caramba, incrível como umas três histórias do Monsores são similares a algumas que estavam esquecidas na minha memória...

A da queda, a do sogro e a do japonês, para ser exato...

Em relação à cochilar, eu consegui dormir de pé em um local SUPER barulhento, observado pelos colegas e pelo chefe em um emprego recém-iniciado.

Monsores disse...

Nhé!, esse é o problema desses memes. Contamos umas coisas...

Essa do motel é bem verdade. Entenda, era uma época que eu trabalhava mais do que agora, e tinha sérios distúrbios do sono.

Na verdade eu tenho uma pior, na mesma época, pelo mesmo motivo. Mas essa não conto.

Quanto ao Madame Satã, eu só fui lá uma única vez, tá? heheh

Luiz, ainda bem que não são a do Madame Satã e a do motel.

Nhé! disse...

Incrível, todo mundo fala que só foi uma vez no madame satã. Até os que moram em São Paulo!
Em tempo, eu também só fui uma vez no madame satã... rsrsrsrsrs!

Pax disse...

Nunca fui no Madame Satã. Mas desconfio que o André omite alguma coisa que o Ronaldo Fenômeno não teve como omitir. Deu em todos os jornais. :-)

DarwinistO disse...

Em tempo, eu NUNCA fui ao Madame Satã.

E Pax, quando comecei a ler a história do Monsores, de cara também lembrei do Ronaldo.

Acho que isso pede um Pedencontro regado a um bom uísque, pra sabermos mais da história.

Nhé! disse...

Boa, Darw! Que tal um PeDEncontro no Madame Satã??? rsrsrsrs

DarwinistO disse...

Feito Nhé! Mas só se você prometer dar uma joelhada na primeira banguelinha que você encontrar...

Nhé! disse...

E como é que eu vou saber se a menina é banguela se ela vai estar de costas? Hein?

DarwinistO disse...

Oras, que pergunta! O Monsores vai te contar, claro!

Nhé! disse...

Ah, é, ele vai ficar encarregado disso! rsrsrssr!

Gwyn disse...

Mesmo com a minha memoria seletiva, ai vai as que eu me lembro:

1 - Nas ferias da faculdade, me enchi de coragem ( pois nao posso ver sangue)e fui trabalhar como fotografa da equipe de cirurgia plastica de um hospital em Santos. No meu segundo dia de trabalho iria ter uma operacao de um professor famoso que seria assistida por diversos medicos e estudantes...no meio da operacao (era uma reducao de mama) eu olhando o medico operar comecei a sentir que ia desmaiar e o unico lugar que poderia sentar era o banco do anestesista. RApidamente tentei chegar ate o tal banco quando o vi desocupado, so que nao deu tempo...desmaiei no meio do caminho para ser acordada com um "monte" de medicos na minha volta tentando fazer eu recobrar minha consciencia..mais de 20 anos depois, quando encontro com um dos medicos eles ainda fazem questao de me lembrar do episodio...

2 - Na minha primeira viagem para Europa sozinha, so restavam 4-5 dias para voltar para casa, estava em Paris e resolvi pegar uma excursao para poder ver o maximo do que eu queria nesses poucos dias. Excursao de onibus cheio de casais de meia-idade ( sendo eu a unica estrangeira e viajando sozinha), todos franceses. Iriamos viajar pelo interior da Franca visitar a Catedral de Reims, a regiao da Champagne, alguns restaurantes de chefs famosos e terminava passeando pela regiao do Mosel e suas viniculas. Estavamos todos jantando no restaurante de um dos hoteis na Alemanha e nenhum dos franceses falavam alemao e nem ingles. Fiquei eu traduzindo ( mesmo nao sabendo frances) para os franceses o cardapio. O garcom era um estudante de medicina lindissimo, paasei o jantar inteiro traduzindo e paquerando o garcom.
Final do jantar, tentei encontrar algum dos casais para passear pela cidade, mas sem companhia fui para o quarto..Pouco tempo depois, batem na porta e era o garcom com algumas toalhas de banho na mao, perguntando se duas era o suficiente e um sorriso lindissimo. Respondi, totalmente intrigada que eu nao tinha pedido nenhuma toalha, que deveriam ter errado o numero do quarto. No que ele, com um sorriso mais lindo ainda, pediu desculpas e se foi..
A ficha caiu algum tempo depois..

3 - Durante a viagem de lua de mel com meu ex-marido ingles, estavamos numa estacao de esqui na Austria. Na fila do bonde que leva para o topo da montanha falando com ele em ingles comentei alguma coisa sobre os ingleses ( nao me lembro o que) para no mesmo momento um senhora inglesa olhar para tras e dizer.. "excuse me...but" ela nao gostou nenhum pouco do que comentei sobre os eles..e ai coube ao meu ex procurar ser diplomatico e explicar que o que ela entendeu nao foi bem o que eu tinha dito...Sai de fininho..afinal eles eram ingleses, eles com certeza se entenderiam.

4 - Como estudante da UNB em Brasilia, e tao distante de casa, eu tive uma ideia brilhante para viajar e chegar rapidamente ( e sem gastar nada)em Santos - pedir carona de aviao no DAC do Aeroporto de Brasilia (nada como ter 20 anos e uma cara de pau incrivel). Ficavamos (eu e algums amigos que moravam em Sao Paulo)no DAC aguardando os pilotos irem mostrar e pegar a autorizacao para o voo. E foi dessa forma que viajamos em avioes de todos os tipos. Numa das vezes, o voo teria que ir primeiro para Ribeirao Preto para depois ir para Sao Paulo. Durante o voo ficamos sabendo que por causa do instabilidade do tempo o piloto teria que desviar para Belo Horizonte, e so iriam continuar o voo no dia seguinte. Resolvemos aguardar ate o dia seguinte por preguica de pegar um onibus...no dia seguinte ficamos sabendo que o aviao o nao iria mais para Sao Paulo, e sim voltaria para Brasilia...Nossa viagem para casa teve que ser adiada..

5 - Numa noite no meu trabalho, atendendo um americano extremamente irritado com um problema e nao contente com o que eu falava para ele, pede para falar com o supervisor..I want to speak with your cunt supervisor. Educadamente ( como eu nao entendia nada de palavroes ) peco para aguardar um momento....Somos 8 a 10 pessoas trabalhando juntas numa sala, minha supervisora estava do outro lado da sala, eu levanto da cadeira e em alto e bom som pergunto para ela...o que e cunt( com o meu pouco conhecimento de palavroes em ingles). Todos os meus colegas olham para mim surpresos com que ouviram.. ( cunt e o pior palavrao para os ingleses), eles nunca tinham ouvido eu falar um palavrao...E so foram me explicar o significado depois de muitos pedidos meus...

6 - Desde segunda-feira o pais esta sofrendo com a neve. Nessa semana ja fiquei sem ir trabalhar 3 dias. Na quarta-feira de manha voltando do trabalho, depois de dirigir 40 km a 30 km por hora por uma estrada que nao se via o asfalto de tanta neve, e inumeros acidentes ( a viagem normalmente demora 30 min, nesse dia demorou 2 horas)A ultima etapa da viagem antes de chegar na nossa vila e atravessar uma pequena cidade. As ruas estavam totalmente tomadas por neve, nao tinham colocado sal para derrete-la..vou seguindo pela trilha que os carros tinham feito, bem devagarzinho..quando vejo uma ambulancia pelo retrovisor piscando todas as luzes ( aqui a sirene, tanto de ambulancia quanto de policia, somente e usada quando eles precisam chamar atencao de alguem que nao os ve)..vejo os carros encostando, e encosto tambem para dar passagem, so que aonde eu estou ao lado da trilha tem um monte imenso de neve..tento ir o maximo que consigo para dentro da neve..a ambulancia nao consegue passar e toca a sirene para eu sair mais para o lado..nao tem como pois meu carro nao saia mais do lugar.. O paramedico sai da ambulancia, e fala para eu sair do carro, que ele iria tentar tirar o carro do atoleiro...ele consegue sair mas ve que nao tem aonde estacionar para dar espaco para a ambulancia passar..ele vai embora com meu carro e o motorista da ambulancia fala para entrar que ele me leva ate aonde meu carro foi deixado ( atolado no meio da neve)...eu entro na ambulancia morrendo de vergonha pedindo milhoes de sorrys.... e explico, que nao sei dirigir em neve nao...
O motorista disse que teria que aprender, pois meu carro foi deixado no meio de um monte de neve e eu teria que sair dali sozinha pois eles tinham que ir...
Depois de atolar mais ainda e derrapar um monte, orgulhosamente consegui sair...
O que e que falam de mulher dirigindo mesmo???
Para terminar, conto que nao consegui chegar em casa, pois minha vila fica num morro e minha casa no topo dele...nao teve jeito do carro fazer a curva e subir a ladeira com o tanto de neve e gelo...Estacionei o carro no meio de um monte enorme de neve e fui para casa a pe.
E deixei para os homens da casa resolverem o problema.. ;D

El Torero disse...

Tentei colocar em ordem cronólogica mas acabei misturando tudo. Vale dizer que tem alguns causos que não me envergonho, nem entram como ‘mico’, mas valem estar aqui.
1-Catequese na capelinha em frente ao sítio que morei até vir para florianópolis. A água benta ficava em uma bacia de alumínio em uma espécie de tripé. Eu pego esta bacia, achando que estava sem água, não sei como não senti o peso ou vi o líquido ali, e simplismente dou um banho em um colega. Foi ‘o’ episódio, imaginem jogar água benta em outra pessoa! Depois fui catequista nesta mesma capela e tive um rolo com a antiga catequista que era 5 anos mais velha que eu.
2-Primeiro bailinho: um amigo com a Brasília de seu pai foi me buscar em casa, isto depois de termos combinado no tradicional jogo de futebol de sábado.minha mãe era jogo duro, não deixava eu sair. Neste ela deixou. Baile do R$1,99, era o nome da reunião dançante e valor da entrada. Acontece que alguém levou um litro de chanceler. Só lembro de entrar no baile...me acharam, um pouco depois, atrás do salão, desmaiado e vomitado. Fui dar por mim somente no outro dia, meu pai me deu banho, trocou roupa.
3-Em um encontro de estudantes de farmácia em Cuiabá, no tradicional Farmagay, ganhei 1 caixa de cerveja por ter os melhores peitinhos do evento.
O segredo: a blusinha de seda de uma amiga facilitava o contorno e realçava os biquinhos, a camisinha cheia d´água(era o peitinho no caso) dava um certo balanço e assimetria, que contaram muito na avaliação do juri.

El Torero disse...

4-Oktoberfest 2002. Com a cara cheia percebi duas senhoras esperando o momento mais adequado de atravessar uma avenida movimentada, mas estava muito difícil. Juntei uma dúzia de amigos e paramos o transito. Pego as duas pelo braço e levo até o outro lado. Quando uma delas veio me dar um beijo no rosto para agradecer, tasco-lhe um na boca...um amigo ficou bravo: “pow cara, falta de respeito!podia ser vó de um de nós.” Acho exagero tal comparação. E sem falar que ela não reclamou.
5-Fomos em uns 8 amigos até uma casa de tolerância.eu cheguei e fui entrando, já entabulo conversa e negociação com as meninas. E como uma delas me perguntou falei meu nome: Luciano.
Acontece que os rapazes não entravam, fui ver oque tinha acontecido...problemas no estacionamento, tornei a entrar, desta vez com a turma toda, e vem uma das moças e diz de sacanagem: oi Luciano, tu de novo por aqui!? Até hoje não acreditam que era a primeira vez que entrava ali.
6-Verão de 2001. Já havia cursado um semestre na UFSC e fui passar as férias em casa, e tocar minha plantação de tomates. Eu acabava comprando de outros agricultores algumas caixas e revendia, com o Uninho e um reboque, eu mesmo nos supermercados e mercearias de Baln. Gaivotas(minha cidade), Torres e Passo de Torres. Conheçi uma menina no Dado Bier, badalada boate de Torres...eu com dezenove anos, universitário, me achava. Ela veraneava na minha cidade e me encontrou descarregando uma carga de tomates em um Super.
A mocinha veio cobrar por que eu havia mentido que estudava em Florianópolis. Não fiz nenhum discurso, mas que a menina ficou envergonhada por achar que um colono não poderia estudar fora e nas férias trabalhar na roça, isto ela ficou.

Fui atropelado em entrada de formatura, apanhei de namorada na frente de todo mundo, e sem motivo. Em velório já cumprimentei filho do morto com um:olá, tudo bem? É a vida...

Este post ficou parecido com uma mesa de boteco, hein Seu Luiz!?

Ricardo Chapola (CHAPS) disse...

1) Num reveillon voltei com minha irmã, minha namorada e uma amiga bêbadas no carro. Só eu estava sóbrio, pois dirigia. Só ouvi asneiras...

2) Chamei um bebê recém nascido de testudo perto da mãe de um jeito deveras delicado: "Nossa, ele tem uma testinha" - mais irônico impossível

3)Pulei na chacará de um vizinho em busca de aventuras, mas me deparei em seguida com o dono. Já saquei do meu acervo as desculpas mais esfarrapadas possíveis...

4) Um senhor e um menininho na fila da padaria. Atrevi-me a conversar com a criança enquanto esperava e na hora de ir soltei: "Vai la com o vovô". e ele: "Vovô não! PAPAI!!!"

5) Peguei numa festa a irma de um melhor amigo, inclusive q me acompanhava para essa farra. Ninguém sabia até o dia de a menina ter se epolgado e dito. Apanhei demais, mas ri para caramba!

6) Eu já esperava uma ligação de um amigo. Telefone. Eu: "E aeee, seu viado". Do outro lado uma voz rouca e afeminada: "Ricardo???"
Era a mãe da melhor amiga da minha irmã.¬¬

Jåµë§ ßønd disse...

+ Luiz… o seu desafio eu vou contar aos pedaços… pra dar mais gostinho. Então fica combinado: seis estórias ridículas que aconteceram comigo que eu pude separar que não vão me comprometer ou me jogar na cadeia, ok? Aí vai a primeira.

–X–

{1} Quem contou foi o loiro
Rio de Janeiro, 1989.Eu procurava uma menina por quem fui apaixonado no colégio - todos temos uma, certo? - mas eu tinha um problema. Aliás, três: não tinha nome da rua, nem número ou o telefone da bisca. Só sabia que ela morava perto de um ponto final de ônibus. Intrepidamente fui no guia rex catar a tal viação. Munido de preciosa informação dirigi-me até a rua e descobri que ela era enorme. Depois de buscar sem sucesso por ela resolvi chorar pitangas para um amigo que morava próximo e que me disse "Vamos tentar de novo". Após horas frustradas e já desistindo eis que uma voz de um papagaio do além começa a gritar: " ân-dri-rra, ân-dri-rra". Mal e porcamente se assemelhava ao nome da cabocla. Por curiosidade segui a voz até encontrar o apartamento de onde ele berrava. Era exatamente o local. Nem ela e nem meu amigo conseguiram acreditar. E eles estavam lá. E, não, ela não gostava de mim... damn it...

Jåµë§ ßønd disse...

+ Amanhã eu conto a segunda.

anrafel disse...

Luiz,

Eu li agora o seu recado no Ágora e vim aqui conferir. Estranho. Juro que postei algumas na madrugada de ontem, com 'publicar comentário' e tudo. Bom, vou tentar re-relembrar:

1 - Quarta-série de ginásio, oitava série hoje. Alguns alunos, eu entre eles, foram escalados para dar aula, um de cada matéria. A mim, coube História Geral. Rabisquei um micro-roteiro e organizei o resto mentalmente. Tudo pronto, a turma a postos e o que eu esqueço? Logo o início; puxo pela memória e nada. Quando começaram a sair os "cadê, meu irmão, vai começar ou não" eu pedi licença e saí da sala. Por sorte, encontrei a professora no corredor. Ela percebeu, entrou e deu um jeito lá. Eu só voltei no dia seguinte.

2 - Festa de 15 anos da filha de um amigo. Hora da valsa, senti que ela me escolhera. Só nós dois. O suor frio no meu rosto não tinha nada a ver com a cerveja nem com o uísque nas pedras. Talvez tenha 'valsado' uns 5 minutos, mas para mim foi como se os "Contos dos Bosques de Viena" tivesse sido executado completo e com reprise.

3 - Uma de futebol. Semi-final do Brasileirão de 88, Bahia e Fluminense. Eu tinha certeza que o Flu, não só ganharia aquele jogo como seria o campeão. Cheguei na Fonte Nova pertinho de começar o jogo, o que fez com que a ansiedade não ficasse num estágio administrável. Menos de um minuto, o Fluminense marca. Reação instintiva, "GOOOL" e um palavrão em seguida. Segundos depois (na verdade, um segundo), olhei em volta: mais de 100.000 pessoas no campo e só eu em pé, comemorando. Felizmente, a torcida do Bahia em volta não era daquelas proprietárias de um fanatismo homicida. Pediram que eu sentasse, o que fiz de imediato. O Bahia empatou ainda no primeiro tempo - aproveitei a festa e caí fora.

Faltam três.

Jåµë§ ßønd disse...

{2} Mr. Simpatia
Rio de Janeiro, 1990. Ao voltar de um passeio na praia com dois amigos eu resolvo passar numa banca de jornal - meu templo nesta época - e de todas as opções eu escolho... um livro de simpatias. Simpatia pra dinheiro, para o amor, para crescer cabelo, etc. Meus amigos caçoam mas eu me mantenho impávido. No segundo ônibus pra casa três distintos cavalheiros estranhos adentram e ficam lá atrás conosco. Naquela época eu praticava o esporte municipal favorito da garotada: dar calote em ônibus, andar sem pagar, então, ficava lá atrás sempre. Um dos supracitados passageiros resolve perguntar o que estava lendo e eu respondi. Demonstrou verdadeiro interesse até. Numa certa altura, todos resoleram passar debaixo da roleta com a pré-aprovação do trocador. Sentei numa cadeira solitária entretido com minha leitura não sem antes achar estranho nervosismo de um dos meus amigos. Mas, otário, não me permiti pensar nisso.

Claro, um assalto foi anunciado e uma arma (novamente) apontada para minha face me dizendo: "Passa agora!" ... o que o proto-espião mais charmoso, sofisticado e mentiroso do planeta faz? Sim, entrega o livro de simpatias e diz "pode ficar". Visivelmente contrariado, ele me diz pra entregar o relógio e deixar de palhaçada. O que fiz de imediato só então caindo a ficha.

Ao descer, resolvemos chorar pitangas para um de nossos conhecidos do "contexto" (se é que me entendem) e ele promete ficar de olho no movimento porque meu relógio era muito caro (meu pai tomou como propina de algum drogado riquinho ou algo assim).

Qual foi nossa surpresa ao ver que os ladrões eram da nossa comunidade e passavam por nós naquele momento. Não vou entrar em detalhes da conversa mas, no fim das contas o nosso amigo influente na favela conseguiu convencer nossos vizinhos a nos entregar os relógios de volta. O meu já estava no pulso do líder, que negava ser ele mas tinha riscado o fundo para identificação rápida.

Como adendo, meu amigo nervoso disse que - numa sacola cheia de relógios caros diversos - ele não "conseguia saber qual era o dele". Como punição, ficou sem nenhum. Ele nega até hoje tal trapalhada.

Luiz disse...

Pessoal, muito bom, mesmo !!!

Cada estória melhor do que a outra...
E todas elas muito melhores do que as minhas...

fal disse...

Luiz, querido, eu vou ter que pensar. Não tem nada assim, engraçado e pitoresco pra contar da minha vida. Mas eu juro, eu vou pensar. beijoca.