Ou seria nas versões? Sei lá, tanto faz... O que vale é desembuchar as ideias (ou falta delas) desse cearense sempre importunado, inconformado, impaciente, interessado e, frequentemente, imbecil. Aliás, ser cearense é um estado de espírito. Às vezes, espírito-de-porco...
24 de janeiro de 2012
Trem para lugar nenhum
23 de janeiro de 2012
Fazendo falta, cada vez mais
16 de setembro de 2011
O que será que aconteceu ?

Foi noticiado ontem na Argentina o falecimento de Juan Carlos Lopez.
Ele era, nada mais nada menos, que o noivo daquelas duas gêmeas argentinas das quais tratamos aqui em priscas eras...
Juan, que tinha apenas 37 anos, faleceu de um "extraño trastorno nervioso", do qual sofria a algum tempo, tendo inclusive ficado internado em uma instituição psiquiatrica. (Alguns detalhes aqui, aqui e aqui.)
Isso mesmo, a única explicação que veio a tona foi essa: "extraño trastorno nervioso"...
Alguém arrisca uma versão ?
29 de agosto de 2011
Hoje acordei feliz
Minha filha mais velha e seu namorado.
Aliás, desde ontem à noite, seu noivo.
Palavras não são suficientes para demonstrar minha alegria. Por isso, nem sei se devo tentar...
Por enquanto, me contento em desejar um Universo de felicidades para o casal...
4 de agosto de 2011
O que é que a baiana tem
"Karl Marx,
Isto aqui é apenas para mostrar a você e a todo mundo o quanto eu te amo.
Ass.: Baiana"
Nada demais, a não ser que a tal faixa está diretamente defronte ao portão principal de um quartel da Marinha.
(Eu voltei... e talvez fique)
17 de janeiro de 2011
Toda a sorte do mundo
Pouco mais de 3 anos atrás eu postei sobre uma reportagem que saíra em jornal daqui sobre o cantor Belchior (bem antes dele dar aquela sumida fake...), e falei que ela havia sido escrita por uma sobrinha que estava formando-se em Jornalismo.
Pois bem, exatamente hoje ela vai se casar.
A primeira dos quinze sobrinhos e sobrinhas que ganhei através da minha esposa a resolver bater as asas (os três filhos de minha irmã mais velha já casaram). A quase irmã da minha filha mais velha e, ao mesmo tempo, guru da minha filha mais nova...
O que dizer para vocês, Mara e Jivago? Desejar toda a sorte do mundo, especialmente com vocês indo começar a nova vida longe de casa, nos States.
Se bem que sorte vocês tiveram realmente foi quando se conheceram...
Um beijo do tio.
30 de dezembro de 2010
Sinal de vida
Por enquanto só de passagem, para marcar o final de 2010 e avisar que este semi-abandonado boteco não fechou definitivamente.
Esse ano que termina foi tudo, menos monótono. Tanto no campo pessoal (aí inclusa a parte profissional), quanto no que se refere a esse nosso mundinho quase sem jeito, as coisas foram bem movimentadas. Nem sempre o movimento foi no melhor dos rumos, mas paciência...
Um excelente 2011 para todos nós !!!
28 de setembro de 2010
Declaração de voto
Felizmente porque chega ao fim o famigerado Horário Eleitoral Gratuito (que nada tem de gratuito, diga-se de passagem...), que pouco ou nada acrescenta à formação política de ninguém.
E infelizmente porque termina o melhor programa humorístico da televisão brasileira, o Horário Eleitoral Gratuito.
Não, eu não estou me contradizendo de forma alguma. O quase interminável desfile de candidatos carrega simultâneamente essas duas caracteristicas, e enquanto o processo político-eleitoral brasileiro não sofrer uma reforma profunda isso continuará acontecendo. Mas isso é papo pra outra hora... Quem sabe muito em breve...
A intenção deste post é fazer a minha declaração de voto, sempre que possível com as devidas explicações.
Começo pela Presidência da República, e reconheço que essa foi uma escolha menos complicada do que parecia no início do processo, no meio do ano passado. Na época, temi que as restrições que fazia (e faço) aos horrorosos desdobramentos da política de alianças do governo Lula, somada a uma certa implicância pessoal que tinha com a candidata Dilma Roussef, me fizessem procurar uma opção. Pesei um voto em Marina, conjecturei um voto em Plínio (algo mais recente), admiti até o voto em branco. Entretanto, tudo relacionado à lamentável (sob todos os ângulos que se tente observar) campanha de José Serra me fez raciocinar que ainda não é hora de baixar a guarda. Voto em Dilma Roussef. Além de uma história de vida admirável (temos em comum uma passagem pelo PDT), ela é a garantia de que as políticas sociais do governo Lula não serão abortadas. Por enquanto, isso me basta. Outras cobranças deixarei para depois.
Para Governador do Ceará, admito que me sinto completamente órfão de candidatos minimamente viáveis e palatáveis. Dos três principais (Cid Gomes, do PSB e aliados; Lúcio Alcântara, do PR-PPS; e Marcos Cals, do PSDB-DEM), Cid é o menos ruinzinho, mas ainda assim em um nível desanimador. Teve um mandato inteiro para tentar mudar algo no estado, e não conseguiu fazer quase nada de relevante. Foi praticamente uma continuação do governo anterior, de Lúcio Alcântara. Sem contar que sermos obrigados a aturar o prepotente e autoritário clã dos Ferreira Gomes (Ciro, Cid e Ivo) é dose pra leão... Infelizmente os demais candidatos são totalmente irrelevantes politicamente. O PSOL até tinha quadros para lançar alguém merecedor do meu voto, mas esses quadros optaram por concorrer a cargos legislativos. Enfim, meio contra a vontade, sinto-me compelido a votar em branco para o Governo do Estado.
Para Senador, um dos votos foi óbvio: José Pimentel, do PT. O atual deputado federal e ex-ministro da Previdência é uma das mais dignas figuras que se meteram a fazer política aqui no estado nas últimas décadas.
O outro candidato ao Senado pela coligação que apóia Dilma é o também deputado federal Eunício Oliveira, do PMDB, figura de passado e presente envolto em histórias nada edificantes e que faz política usando os muitos milhões de reais de sua fortuna pessoal, vinda principalmente do ramo de segurança privada (ele é o controlador de algumas das maiores empresas do ramo no país). Do outro lado, temos a candidatura à reeleição de Tasso Jereissati, do PSDB, personagem que dispensa maiores explicações, exceto para assegurar aos gentis leitores que não moram no estado que ele é muito pior dentro da política estadual do que vocês possam imaginar. Isso posto, é claro que não daria meu voto a nenhum dos dois, e optei por dar meu segundo voto para Senador ao candidato Tarcísio Leitão, do PCB, um histórico combatente contra as oligarquias locais. Ele não tem a menor chance de vencer, mas minha consciência ficará tranquila...
O meu voto para Deputado Federal foi o primeiro a ser definido. Poderia até dizer que já era certo já fazem quase 30 anos, que foi quando conheci Chico Lopes, candidato à reeleição pelo PCdoB, e a quem tenho a honra de chamar de amigo. Nos diversos mandatos como vereador, deputado estadual e deputado federal, Chico Lopes sempre se portou exemplarmente, tanto política quanto pessoalmente. E é um dos melhores papos que conheço...
Para Deputado Estadual, meu voto ficou balançando entre a legenda do PCdoB e o voto no candidato à reeleição Heitor Ferrer, do PDT. Apenas nessa reta final resolvi escolher Ferrer, que tem sido uma voz quase solitária na Assembléia Legislativa enfrentando o rolo compressor da maioria governamental montada por Cid Gomes, e mesmo assim incomodou bastante. Além disso, Ferrer é do PDT, e minhas origens brizolistas costumam dar sinal de vida nessas horas.
13 de agosto de 2010
Na batalha sobre uma Universidade, começa a luta pelo futuro do Irã
(Para quem tiver facilidade com o inglês, sugiro ir direto ao texto original, incluindo um interessante debate nos comentários, até porque como tradutor sou apenas esforçado...).
A batalha sobre a Universidade Azad, um sistema de campi que atende mais de um milhão de estudantes, é tudo menos uma questão acadêmica, a partir do patrimônio líquido da instituição, estimado em cerca de 250 bilhões de dólares. Porque a universidade está intimamente ligada com o ex-presidente Rafsanjani, a disputa é parcialmente um esforço por Ahmadinejad para atacar seu poderoso rival, e em parte uma tentativa de reprimir a agitação estudantil, assumindo o controle da maior universidade do país - uma universidade que, até recentemente, havia sido um refúgio seguro para a oposição. Mais importante, porém, o conflito representa a alteração das posições políticas do Presidente e do Líder no mundo criado pela eleição presidencial de 2009.
Central para a essa nova ordem das coisas, é a independência do presidente em relação ao Líder. As notícias no momento das eleições foram fortemente focada na pessoa de Khamenei, algo que foi, em muitos aspectos incentivado pelo próprio Ahmadinejad, que parecia tentar, à sua maneira, separar-se dos acontecimentos. Ahmadinejad deixou o país um dia depois que os resultados foram anunciados, e ainda criticou (ao menos oficialmente e de maneira pouco enfática) a repressão que se seguiu. Contrariamente às sugestões de que a natureza de sua reeleição iria enfraquecê-lo, Ahmadinejad emergiu ainda mais forte, até porque Khamenei, no decurso das eleições, perdeu parte de seu poder simbólico ao tomar partido. Na realidade, a autoridade do líder sempre dependeu de sua mediação entre as facções e, embora muitas vezes alinhado com Ahmadinejad, o próprio fato de que ele poderia a qualquer momento intervir apoiando os adversários do Presidente fez com que o apoio dele fosse vital para os aliados de Ahmadinejad. Entretanto, com os adversários impotentes, a importância e a influência de Khamenei diminuiu dramaticamente, e ele foi forçado a se mover para criar uma nova força de compensação que ele possa usar contra as ambições do presidente.
Isso explica os desesperados apelos de Khamenei para figuras como Rafsanjani, instando-os a permanecer dentro do sistema, bem como a sua recente declaração de que os iranianos tinham uma obrigação religiosa para obedecer ao Líder. Ahmadinejad pode ser muitas coisas, mas tolo não é uma delas, e ele está claramente consciente de onde se encontram os últimos obstáculos ao seu poder pessoal. Na verdade, ele começou a se mover contra eles mesmo antes das eleições do ano passado, quando demitiu o seu ministro do Interior, Mostafa Pour-Mohammadi, após este último ter feito um relatório confidencial ao Líder sobre irregularidades nas eleições de 2008 para o Majlis. Tradicionalmente os presidentes iranianos aceitam as indicações do Líder para o Ministério do Interior, e Khamenei deixou claro o seu descontentamento com a demissão, fazendo de Pour-Mohammadi seu conselheiro pessoal em questões de segurança. O atual embate sobre a Universidade explicitou o confronto, pois ao invés de ser entre um grupo de "conservadores dissidentes" e o Presidente, é com Ali Larijiani, o Presidente do Majlis, que é um ex-membro da equipe de assessores de Khamenei, e que já representou o Líder internacionalmente. O simples fato de Larijiani, um homem tão próximo de Khamenei, estar agora à frente de uma coalizão que se estende desde os poucos reformistas ainda restantes no Majlis até a corrente majoritária dos Principalistas é sintomática do grau em que Ahmadinejad é temido em círculos poderosos.
A questão da sucessão do Líder destaca-se dentre esses temores. Com Khamenei tendo já 75 anos, as manobras relativas a sucessão de manobras vem tendo em curso há algum tempo. São amplamente conhecidos rumores de que Mojtaba Khamenei, o filho do atual Líder, está interessado na posição, e que esse interesse está por trás de seus esforços em nome de Ahmadinejad, tanto em 2005 (quando ele pediu à Guarda Revolucionária para fazer campanha em favor de Ahmadinejad), quanto em 2009 (quando é dito que ele foi muito mais longe). Porém, Mojtaba não é um aiatolá, e tem poucas credenciais religiosas, e apesar disso poder torná-lo atraentemente fraco para o círculo de poder do presidente, todos os esforços para elevá-lo seriam repletos de dificuldades, exatamente pelas mesmas razões. Como conseqüência, ele parece ser o único a levar sua candidatura à sério. Mais plausível como candidato é o aiatolá Taqi Misbah-Yazdi, mentor religioso do Ahmadinejad. Visto como o ideólogo da extrema-direita religiosa em Qom (centro religioso iraniano), Misbah-Yazdi tem reiteradamente defendido a utilização da violência como justificável em disputas políticas, e há rumores de que no ano passado que ele ainda mais longe, com a emissão de um decreto religioso apoiando o assassinato de manifestantes . Ele defendeu atentados suicidas, afirmando que "quando a proteção do Islã e dos muçulmanos depender de operações de martírio, elas não só são permitidas, mas se tornam uma obrigação. "
A perspectiva de Misbah-Yazdi como líder é algo que não deve assustar apenas os iranianos. Um regime iraniano liberado mesmo da ficção de um compromisso com a democracia seria um potencial aliado de ditaduras ou de grupos extremistas em todo o Terceiro Mundo, ao mesmo tempo que o zelo revolucionário internacionalista de Misbah-Yazdi e seu círculo, em falta na elite iraniana desde a década de 1980, seria dado "à rédea solta". As consequências para o Ocidente seriam enormes, indo desde questões como conflito entre Israel e os palestinos até a luta contra a proliferação nuclear, especialmente com um regime que não só não se preocuparia com o isolamento que as sanções internacionais trazem, mas que poderia até recebê-lo (o isolamento) de bom grado. Misbah-Yazdi indicou que ele vê asinfluências estrangeiras como a força motriz por trás da alienação da juventude iraniana em relação ao islamismo, e que as perspectivas de investimentos estrangeiros seriam a motivação por trás da "apostasia" de figuras como Rafsanjani. Parece duvidoso que ele encontraria muito o que temer nas ameaças de novas sanções por parte do governo Obama.
Dada a importância da posição para o futuro do Irã, é improvável que as forças anti-Ahmadinejad no Irã se finjam de mortas. A eleição para a Assembleia dos Peritos, em 2006, foi uma das poucas ocasiões em que o Conselho dos Guardiões, normalmente não desafiador, se postou contra o Presidente, desqualificando um grande número de candidatos pró-Ahmadinejad, incluindo o filho de Misbah-Yazdi. Quando a Assembléia se reuniu para eleger seu Presidente, Rafsanjani derrotou Misbah-Yazdi por uma votação de 41-31, com o presidente do Conselho dos Guardiões, o linha-dura aiatolá Jannati, tendo 14 votos. A vitória de Rafsanjani,entretanto, revelou-se limitada. Sua base de apoio falhou em permanecer unida em face da intimidação pelos Basij (forças paramilitares) no verão passado, e não há razão para acreditar-se que faria muito melhor agora e no futuro próximo, quando os riscos são potencialmente maiores.
Como conseqüência, enquanto Rafsanjani prefere sua própria candidatura, e os reformistas preferem qualquer não-Principalista, a alternativa mais provável para Misbah-Yazdi é provavelmente um Principalista anti-Ahmadinejad, com o nome de Hashemi Shahroudi, o ex-chefe de Judiciário. Um dos líderes da repressão judicial aos reformistas ligados ao ex-presidente Mohammad Khatami, Shahroudi dificilmente poderia ser tomado como um moderado, mas ele tem sido um forte crítico de Ahmadinejad, atacando a concentração de poder econômico e político nas mãos da Guarda Revolucionária e criticando a mídia estatal para cobertura das eleições, que ele alegou ter sidoi tendenciosa em favor do presidente. Esse é um testemunho da fraqueza política dos reformistas, e até mesmo dos Principalistas moderados, que são susceptíveis de estar na posição de apoiar um homem que o prendeu milhares de jornalistas e ativistas pró-democracia, mas é a oposição à Ahmadinejad e não a ideologia que une a oposição iraniana, ou pelo menos as partes que permanecem dentro do regime.
Isto é, se eles seguirem as regras. Na atual disputa, Ahmadinejad mostrou poucos sinais de estar disposto a deixar a oposição do Majlis detê-lo. Logo após a votação e aprovação da lei, os Basij fizeram um grande protesto na frente do prédio do Majlis, insultando seus membros como ladrões, e no dia seguinte, eles impediram a entrada de deputados suficientes para conseguir uma maioria para a inversão da votação anterior. Pouco tempo depois, o aiatolá Sadegh Larijani, líder do Judiciário, invalidou uma decisão judicial que havia suspenso os efeitos da nova lei. Enquanto o Líder Supremo interveio em 25 de julho, pedindo que as partes recuassem, um analista político iraniano disse ao Turkish Weekly que "O Líder Supremo já não detém o poder de conduzir os fatos. Muito em breve, uma nova rodada na luta pela Universidade Azad começará”.
5 de agosto de 2010
Voltando à vidinha de sempre

Havasu Falls, Grand Canyon, Arizona.
Fotógrafo: Ryan C. Malone
12 de julho de 2010
Depois da festa, a realidade
Com a Espanha campeã, as opiniões se dividiram. Alguns analistas crêem que o título poderá ajudar a "unificar" o país, mesmo com as flagrantes diferenças culturais e históricas entre suas regiões. Outros acreditam que especialmente entre os catalães, maioria na seleção campeã, as exigências por maior autonomia, chegando mesmo até a independência, vão aumentar.
Estou entre os que acreditam que a unidade do estado espanhol será bastante testada no futuro próximo.
E uma imagem é bem sintomática:

Puyol e Xavi, expoentes da seleção espanhola, comemoram o título, ainda no gramado, carregando a Taça FIFA e a bandeira... da Catalunha.
10 de julho de 2010
A Espanha em uma encruzilhada
Mas o assunto aqui não será o futebol, apesar deste não ser totalmente alheio ao tema.
Em meados da semana que passou o Tribunal Constitucional espanhol (o equivalente ao nosso STF) divulgou o teor completo de uma sentença que responde a questionamentos feitos pelo conservador Partido Popular sobre a constitucionalidade de grande parte das cláusulas do Estatuto de Autonomia da Catalunha, aprovado em referendo no ano de 2006.
Na sentença, a corte declara inconstitucionais diversos itens do Estatuto e reinterpreta vários outros. Os mais significativos, politicamente falando, são a negação da existência jurídica de uma "nação catalã" (inclusive com a declaração de inexistência de "direitos históricos" que fundamentem o governo autônomo catalão), a restrição ao uso preferencial da língua catalã e a restrição da autonomia do judiciário regional.
Um resumo do documento já era conhecido desde Junho, e provocou imensa reação na Catalunha. Tanto que praticamente todas as organizações políticas, culturais e esportivas se uniram para convocar uma manifestação neste sábado em Barcelona que reuniu algumas centenas de milhares de pessoas (o número exato é controverso, mas certamente foi a maior manifestação nacionalista catalã desde o fim do franquismo).
O tom na manifestação deveria ser apenas de repúdio a decisão do Tribunal, e em defesa do Estatuto. Porém o que se viu foi um grande apoio às posições no rumo da independência total da região. A extensão exata desse apoio se verá nas eleições regionais que acontecerão em breve, quando os partidos independentistas tentarão assumir o controle do Governo Autônomo.
Mesmo espanhóis de outras regiões temem a extensão das consequencias da decisão judicial, e que ela possa inviabilizar o Estado Espanhol baseado em comunidades autônomas.
Em resumo, na véspera daquilo que pode ser uma celebração da Espanha moderna, democrática e multicultural, a unidade do país passou a ser ameaçada de uma forma inesperada e séria.
As próximas semanas serão bem agitadas na península...
11 de junho de 2010
Obrigatoriedade do voto: o fim está próximo?
Resumindo, a CCJ do Senado aprovou um projeto do Sen. Marco Maciel que elimina a quase tprojeto do Sen. Marco Maciel que elimina a quase t5es para aqueles eleitores que deixam de comparecer às urnas. Ficaria apenas a multa (irrisória) e a possibilidade de cancelamento do título de eleitor em caso de não comparecimento em 3 eleições seguidas.
Proibição de participar de concurso público, de conseguir empréstimo em órgão financeiro estatal, de tirar RG ou passaporte, de matricular-se em instituição de ensino pública, tudo isso seria eliminado.
Apesar de não estar explícito, o que aconteceria de fato seria a virtual eliminação da obrigatoriedade de votar. A menos que a multa fosse significativamente aumentada (hoje é de no máximo R$ 3,51), muitos eleitores deixariam de votar, ou por razões de consciência ou por motivos práticos (residir distante do domicílio eleitoral, por exemplo).
Pessoalmente, sou contra o voto obrigatório. Ele acaba propiciando distorções (do tipo "curral eleitoral", que existe em todo o país e em variadas formas), além do fato de que votar é um direito, e não pode ser uma obrigação.
Entretanto, reconheço que o tema é polêmico, e existem argumentos honestos nas duas direções.
E vocês, fiéis leitores, o que pensam sobre o assunto?
6 de junho de 2010
Justificando o injustificável
Como o título diz, é um guia para ajudar a "defender o indefensável". Tudo a ver com acontecimentos recentes...
Eis as declarações que ele sugere como utilizáveis nessas ocasiões (tradução minha, vão desculpando aí...).
Aqui estão os meus 21 pontos:
1. Nós não fizemos isso! (Negativas geralmente não funcionam, mas sempre vale a pena tentar).
2. Sabemos que você acha que fizemos isso, mas não estamos admitindo nada.
3. Na verdade, fizemos alguma coisa, mas não o que somos acusados.
4. Ok, nós fizemos, mas não foi tão ruim assim ("waterboarding" não é tortura realmente, você sabe...).
5. Bem, talvez tenha sido muito ruim, mas foi justificado e/ou necessário. ("Nós apenas torturamos terroristas, ou suspeitos de terrorismo, ou pessoas que possam conhecer um terrorista ...")
6. O que fizemos foi realmente muito contido, quando você considera o quão poderoso nós somos. Quero dizer, nós poderíamos ter feito algo ainda pior.
7. Além disso, o que fizemos foi tecnicamente legal em algumas interpretações do direito internacional (ou pelo menos como nossos advogados interpretam a lei.)
8. Não se esqueça: o outro lado é muito pior. Na verdade, eles são "o mal"
9. Além disso, foram eles que começaram.
10. E lembre-se: Nós somos os mocinhos. Ninguém pode nos equiparar moralmente aos maus, não importa o que fizermos. Apenas os moralmente obtusos e os críticos equivocados poderiam deixar de ver esta distinção fundamental entre eles e nós.
11. Os resultados podem ter sido imperfeitos, mas nossas intenções eram nobres. (Invadir o Iraque pode ter resultado em dezenas de milhares de mortos e feridos, e milhões de refugiados, mas...)
12. Nós temos que fazer coisas como essa para manter a nossa credibilidade. Você não vai querer encorajar os bandidos...
13. Especialmente porque a única língua que o outro lado entende é a força.
14. Na verdade, era imperativo para lhes ensinar uma lição. Pela enésima vez.
15. Se não tivéssemos feito isso para eles, sem dúvida eles teriam feito alguma coisa ainda pior para nós. Bem, talvez não. Mas não poderíamos dar essa chance.
16. Na verdade, nenhum governo responsável poderia ter agido de outra forma em face desse tipo de provocação.
17. Além disso, não tínhamos escolha. O que fizemos pode ter sido horrível, mas todas as outras opções tinham falhado.
18. É um mundo cruel, e as pessoas sérias tem que entender que às vezes você tem que fazer essas coisas. Somente idealistas ignorantes, simpatizantes do terrorismo, covardes conciliadores ou esquerdistas traidores poderiam questionar nossas ações.
19. Na verdade, o que fizemos valerá a pena eventualmente algum dia, e o resto do mundo irá agradecer-nos.
20. Nós somos vítimas de um duplo padrão. Outros estados fazem as mesmas coisas (ou pior) e ninguém reclama deles. O que fizemos foi, portanto, admissível.
21. E se você continuar a criticar-nos, nós vamos ficar muito chateados e podemos fazer algo muito louco. E você não quer isso, não é verdade?
Repita o quanto for necessário.
2 de junho de 2010
Emergindo...
Ao contrário do que alguém possa pensar, este roçado não foi abandonado definitivamente à fúria dos elementos.
Simplesmente, o zelador do boteco mudou de área de atividades dentro da mesma organização, e o tempo, que já não era folgado, encurtou ainda mais.
Além disso, reconheço, as últimas semanas foram recheadas de assuntos que não deram "estímulo" para escrever. Até mesmo a última besteira feita pelo governo israelense só mereceu de mim um simples parágrafo em outro espaço, nada mais...
Dito isso, e deixando claro que voltaremos à programação normal à qualquer momento, deixo um convite.
Semana que vem começa a Copa do Mundo. Apesar de pessoalmente não nutrir a menor simpatia pela seleção da CBF/Dunga, e achar que ela não irá longe, resolvi acompanhar a disputa de uma forma mais intensiva.
Dessa forma convido a todos a visitarem o site irmão do De Olho, o Torcedor Obsessivo Compulsivo, onde teremos posts diários (ou mais que isso...), e pretendemos que os amigos dêem seus pitacos, entendam ou não de futebol.
Até porque o Torcedor Obsessivo Compulsivo, como o próprio nome indica, pretende ser um ponto de encontro de torcedores, e não de analistas (Ok, Cabral, dá para abrir uma exceção...), além de fazer questão de não se levar à sério.
A participação e a opinião de todos e de qualquer um será muito bem vinda.
A cobertura começa em algum momento da semana que vem, se não chover...
12 de maio de 2010
Dia carregado
Primeiro foi o Zang..., digo, Dunga, que divulgou a lista dos convocados para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
Aqui pra nós: Tô fora !!!
Me sinto totalmente desobrigado de torcer por uma equipe que não considero representativa do nosso futebol. Pior: acho que, em grande parte, foi formada por critérios que passam longe da qualidade.
Por isso tudo, procederei da mesma forma de quando o Santos era dirigido pelo "profexô" Luxa: estou pedindo férias da condição de torcedor da Seleção Brasileira.
Reconheço que alguns dos convocados (Julio Cesar, Gomes, Maicon, Daniel Alves, Lúcio, Juan , Kaká, Nilmar e Luis Fabiano) são realmente merecedores de vestir a amarelinha. Os demais se dividem entre os bem discutíveis, porém defensáveis (Luisão, Thiago Silva, Gilberto, Elano, Julio Baptista, Ramires e Robinho), e aqueles que eu não convocaria nem com reza braba (Doni, Michel Bastos, Gilberto Silva, Felipe Melo, Josué, Kleberson e Grafite).
O segundo fato foi o líder dos Conservadores, David Cameron, assumir como primeiro-ministro da Grã-Bretanha, após cinco dias de indefinições e negociações.
Apesar de eu ter inúmeras restrições às políticas adotadas pelo governo trabalhista de Gordon Brown, considero que ele (ou algum outro líder dos Trabalhistas) ainda seria preferível, mesmo que se fizesse necessário uma coalizão com outras forças progressistas.
Bem, foram os conservadores que conseguiram formar uma coalizão.
Agora, nada mais resta senão dizer: God save the britons.
Eles vão precisar...
Para terminar, um fato que mistura algo dos dois anteriores.
Meu time de coração na Inglaterra, o bom e velho Nottingham Forest, estava lutando para subir para a 1ª divisão, a Premier League.
No play-off semifinal estava enfrentando o Blackpool, e havia perdido o primeiro jogo por 2X1, jogando fora.
Ontem, em casa, precisava reverter o resultado para chegar à final.
Não deu: perdeu por 4X3. Consegui ficar na frente do placar duas vezes, e bobeou... Levou 3 gols em apenas sete minutos...
Lá vamos nós para mais um ano na Segundona...
Robin Hood e seus amigos com certeza não iriam gostar...
3 de maio de 2010
Um teste pesadíssimo para o meu pobre coração de torcedor
Em um canal, a final do Paulistão 2010. O Esquadrão da Vila famosa, o meu Santos, contra o surpreendentemente bem arrumado Santo André.
Em outro canal, a decisão local, do Campeonato Cearense. O meu Fortaleza, o glorioso Leão do Pici, buscando um inédito tetracampeonato contra o arquirival, o Ceará.
Qual jogo assistir? Ficar mudando de um para o outro seria uma opção?
A missão do Santos parecia menos complicada (podia perder por um gol de diferença), por isso mesmo resolvi priorizar a final do Paulista, pois temia ficar nervoso demais assistindo a final do campeonato da terrinha (o Fortaleza precisava empatar para levar o título sem ter que ir para os pênaltis).
Nem suspeitava de como estava enganado...
O Santos terminar o primeiro tempo com um jogador a menos (tivemos dois expulsos contra um do adversário), e perdendo por 3X2 dão uma boa amostra do que tive que enfrentar. E ainda faltavam 45 minutos...
No Castelão, 0X0 no intervalo de um jogo amarrado, apesar de bem menos do que no domingo anterior. Nada decidido, mas parecíamos estar indo bem...
No Pacaembu, o que se viu no 2º tempo foi uma das maiores demonstrações de determinação que os estádios brasileiros já presenciaram. Especialmente após a expulsão de mais um jogador do Santos. Oito santistas contra dez do time do ABC. Parecia que o gol decisivo do Santo André sairia a qualquer segundo, e ele realmente quase saiu ( a trave, a abençoada trave, não permitiu). Também não saiu porque os heróis restantes resolveram suar sangue, se necessário fosse, e estavam sendo guiados por um monstro: Paulo Henrique Ganso (falo sobre ele mais adiante).
Enquanto isso, no Castelão, o adversário fez 1X0 no início do 2º tempo e... recuou. O Fortaleza partiu pra cima, martelou, martelou, até que empatou pouco antes dos 30 minutos. O resultado nos dava o tetra, mas a equipe (mesmo que inconscientemente) acho que dava pra administrar o resultado.
Não deu. Eles tornaram a marcar aos 38 minutos, e não conseguimos reagir novamente.
Não tinha jeito: vamos à sofrida decisão por pênaltis.
Aí surgiu o herói da tarde/noite: o nosso goleiro, Fabiano. Ele defendeu espetacularmente duas cobranças, e viu o adversário bater outra no travessão. Coincidência: ano passado, na final, o nosso goleiro de então, o jovem Douglas, hoje na reserva, também foi o astro, pegando todas: as boas, as ruins, as podres, tudo mesmo...
Era o tão sonhado Tetracampeonato que chegava... O nono título em onze anos.
Como meu baqueado coração resistiu a essa overdose de emoções, juro que não sei... Talvez uma dose extra de anti-hipertensivo tomada antes tenha ajudado, mas certamente foi algo a que não deveria me expor.
***
Mesmo antes do jogo de ontem já havia um clamor pedindo que o técnico Dunga convocasse Neymar e Paulo Henrique Ganso para a seleção brasileira que vai à África do Sul.
Acho que Neymar deveria ser chamado, por que é um fora-de-série com a bola no pé. Mas os argumentos dos que alegam que ele ainda não está pronto e não seria assim tão necessário provavelmente serão vitoriosos, e ele não deve ser chamado. Uma pena. Poderia ajudar bastante.
Quanto à Paulo Henrique Ganso, a questão é diferente. Estamos falando do que é provavelmente o maior meia surgido no nosso futebol em quase 10 anos. Isso sob o aspecto técnico, porque se somarmos a liderança, a atitude, o desprendimento, veremos que ele se encaixa em uma categoria muito seleta de craques.
Desde ontem, já vi diversos jornalistas e blogueiros o compararem a Gerson, o canhotinha de ouro. no começo achei um pouco de exagero, mas pensei melhor e passei a achar a comparação no mínimo plausível.
Vou um pouco além. A elegância no toque de bola aliada a uma enorme capacidade de lutar me fazem lembrar de outro craque excepcional: Zinedine Zidane.
Gerson, Zidane... Será heresia comparar um garoto de 20 anos a esses craques geniais?
O que sei é que Dunga não pode cometer o pecado de não dar uma chance à Paulo Henrique Ganso, enquanto leva para a Copa do Mundo uma série de "esforçados".
20 de abril de 2010
A velha Albion em polvorosa
Da esq. para a direita: Nick Clegg, David Cameron e Gordon Brown.No próximo dia 06 de maio os britânicos irão às urnas para renovar seu parlamento. Pelas regras atuais, são 650 vagas na Câmara dos Comuns distribuídas por igual número de "constituency" (algo como distrito eleitoral) espalhados por toda a Grã-Bretanha. Atualmente 10 partidos tem representação no parlamento britânico, porém mais de 95% das cadeiras estão na mão de apenas três: o Trabalhista, de esquerda muito moderada, atualmente com 346 cadeiras, o Conservador, que navega entre a direita e a centro-direita, com 208 cadeiras, e o Liberal-Democrata, que se situa entre o centro e a centro-esquerda, com 67 cadeiras (aviso: as definiçoes ideológicas acimas são minhas, e levam um pouco do referencial brasieliro). A quase totalidade das demais cadeiras estão com partidos que representam regiões específicas, como Escócia, Gales e Irlanda do Norte.
Vendo a situação alguns meses atrás, tudo parecia se encaminhar para uma vitória acachapante dos conservadores, liderados por David Cameron, destroçando os trabalhistas, do atual primeiro-ministro Gordon Brown. Os liberais-democratas, liderados por Nick Clegg, manteriam aproximadamente sua força no atual parlamento. Para se ter uma ideia, os conservadores passaram vários meses, até a metade de Janeiro, mantendo pelo menos 10 pontos percentuais de vantagem sobre os trabalhistas. Apesar de a eleição ser distrital pura, e consequentemente os níveis de votação nacional não se reproduzirem exatamente em quantidade de cadeiras, os conservadores tinham a certeza de poder retomar a maioria, usando como bandeira o impacto da crise econômica mundial no Reino Unido e a incapacidade de Gordon Brown em minimizar e reverter esse impacto (e sem contar a absoluta falta de carisma de Brown).
Entretanto, desde Janeiro as pesquisas mostraram um encurtamento da vantagem dos conservadores, com ela variando entre três e sete pontos, dependendo do instituto de pesquisa, números esses que davam esperanças aos trabalhistas de manter a maioria. Tudo isso resultante de vacilações e incertezas do lado dos conservadores que, em vez de solidificar sua base mais ideológica e partir daí para conquistar outros segmentos, preferiram mostrar uma face de centro-direita, o que não empolgou o eleitorado.
No início de Abril, conforme a tradição, Brown foi até a Rainha pedir a dissolução do Parlamento e a marcação das eleições para 06 de maio. Só a partir daí a campanha realmente pegou fogo.
Minto. O evento que realmente fez as coisas acontecerem foi o debate televisivo (novidade na Grã-Bretanha) do dia 15 de Abril. Seus noventa minutos tiveram o condão de colocar toda a política britânica de pernas para o ar.
Apesar da maioria dos eleitores esperar que Cameron e Brown partissem para a ofensiva de forma decisiva, o que se viu foi um desempenho magistral de Nick Clegg. O líder dos liberal-democratas demonstrou que podia enfrentar os outros dois candidatos de igual para igual, e até com alguma vantagem. As pesquisas deram, sem contestação, a vitória no debate à Clegg, e desde então tem mostrado o avanço dos liberal-democratas. Os últimos dados colocam o partido em segundo lugar, quase empatados com os conservadores e um pouco à frente dos trabalhistas.
Faltando 16 dias para a votação, e com mais dois debates na TV programados, qualquer coisa pode acontecer. O mais provável é que nenhum partido alcance a maioria absoluta. Dependendo do desempenho dos liberal-democratas, a vantagem pode ser dos trabalhistas (em decorrência de sua forte base na Escócia e Norte da Inglaterra) ou dos conservadores (que tem o centro e sul/sudeste da Inglaterra como seu reduto mais fiel). Os liberal-democratas com certeza aumentarão seu número de cadeiras, mas seu maior impacto será nos distritos em que, mesmo sem vencer, conseguirão votos suficientes para definir o eleito.
A preço de hoje, os números aproximados seriam estes: Conservadores com 240 cadeiras, Trabalhistas com 260 cadeiras e Liberal-democratas com 115 cadeiras. O restante iria para os partidos com base regional (o mais forte é o SNP, partido nacional escocês) e para os independentes.
A briga vai ser boa, e estaremos acompanhando de perto.
17 de abril de 2010
Eleições no horizonte, para tudo que é lado
Mas o processo eleitoral sempre atrai atenções. Quando nada, de malucos (eu, eu...) que adoram analisar pesquisas e resultados de eleições. Tanto faz se é uma eleição para prefeito em Quixeramobim ou a eleição presidencial americana: todas tem seu charme.
Evidente que algumas (especialmente nas democracias ocidentais) são mais fáceis de acompanhar, pela exuberância de dados disponíveis. Outras são bem complicadas por uma série de razões. Entender o mecanismo eleitoral no Japão ou na Índia é bem difícil, mas não tanto quanto conseguir dados das eleições parlamentares do Tadjiquistão ou de São Tomé e Príncipe... (OK. É coisa de maluco mesmo...).
Neste 2010, a previsão é de o mundo acompanhar um total de 12 eleições presidenciais e 15 eleições legislativas, além diversas outras a nível regional e local ( a francesa em março passado foi um bom exemplo).
Reparem que eu falei "previsão", por que tanto o cancelamento de eleições previstas (Ex. Haiti) quanto a realização de pleitos não programados (ex. Polônia) é bem comum.
Fazendo jus ao seu nome e a mania de seu redator acima relatada, este espaço pretende ficar De Olho em alguns dos pleitos deste ano. Óbvio que a eleição presidencial e legislativa aqui no Brasil será a mais mencionada, seguida da eleição para o Congresso americano (por todas as implicações dela decorrentes).
Para começar, faremos durante as próximas semanas um acompanhamento das eleições parlamentares na Grã-Bretanha, que se prenunciam as mais acirradas em várias décadas, com 3 partidos com chances reais.
Conto com a ajuda e a participação de todos os 1,9 fiéis leitores deste barraco.
